Componentes tecnológicos que vêm sendo chamados por especialistas de “mini Hubble” foram levados ao espaço no último domingo (26), no que a agência espacial americana (NASA) vem chamando de “o primeiro lançamento comercial” feito fora dos EUA.

O foguete em questão levou a tecnologia partiu do Centro Espacial Arnhem, subindo a cerca de 350 quilômetros (km) no céu: “é uma ocasião particular para nós, enquanto empresa, mas é uma ocasião histórica para a Austrália”, disse Michael Jones, CEO da Equatorial Launch Australia, a empresa por trás da operação do centro de lançamento.

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NASA usa primeiro lançamento comercial feito fora dos EUA para investigar emissões de raio-x vindas dos sistemas Alpha Centauri A e B
NASA usa primeiro lançamento comercial feito fora dos EUA para investigar emissões de raio-x vindas dos sistemas Alpha Centauri A e B (Imagem: Brian Donovan/Shutterstock)

O lançamento em si foi adiado diversas vezes antes de partir no último domingo. A tecnologia que o foguete carregou – o “mini Hubble” – servirá para observar e estudar emissões de raios-x vindas dos sistemas Alpha Centauri A e B. Mas esse material não foi “despejado” no espaço, como acontece na maioria dos lançamentos.

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Após atingir seu apogeu, o foguete com a tecnologia acoplada fez a captura de dados necessários para a pesquisa. Em seguida, ele voltou à Terra de paraquedas. Segundo a NASA, o lançamento traz uma oportunidade única de estudar sistemas distantes sob novas percepções para os cientistas.

“Nós estamos empolgados com a nossa capacidade de lançar missões científicas importantes do hemisfério sul e enxergar alvos que não poderíamos ver dos Estados Unidos”, disse Nicky Fox, diretora da divisão de Heliofísica em Washington.

Mais interessante é o fato de que a NASA fez seu primeiro lançamento fora dos EUA, sendo ele o primeiro de outros dois planejados. Segundo a agência, a próxima missão de pesquisa sairá em 4 de julho de 2022.

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