A Marinha do Brasil está desenvolvendo uma lancha autônoma para realizar uma gama de missões nas águas, inclusive de fiscalização da Amazônia Azul (área marítima com 3,5 milhões de km² que apenas nosso país pode explorar economicamente). A embarcação que não precisa de alguém pilotando é fruto do Projeto Veículo de Superfície Não Tripulado – Experimental (VSNT-E), desenvolvido pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (Casnav), da força militar naval brasileira.

No ano passado, a Marinha realizou a conversão da lancha Urca-III em um VSNT-E, levando em consideração dois fatores principais: o crescimento exponencial e a nível mundial do surgimento de novos Sistemas Marítimos Não-Tripulados (SMNT) e a disponibilidade de uma moderna embarcação de pesquisas.

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Após a instalação de uma série de sistemas eletrônicos, a embarcação está apta à operação remota, de acordo com a Marinha. A tecnologia foi apresentada para universidades e diversas outras Organizações Militares, que já demonstraram interesses operacionais no projeto.

Em sua nota oficial, a Marinha justifica o desenvolvimento da lancha autônoma apontando que a tecnologia de veículos não tripulados, sejam aéreos, de superfície ou submarinos, “está cada vez mais presente nas atividades que envolvem risco, repetição ou ambientes adversos de operação”. Além do emprego militar, há o interesse de universidades parceiras, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade de São Paulo (USP).

Vantagens de uma lancha autônoma para a Marinha

O encarregado na Divisão de Modelagem e Simulação do Casnav, Capitão de Mar e Guerra Cláudio Coreixas de Moraes, aponta para muitas vantagens de veículos como a lancha autônoma. As principais são, primeiramente, “a não exposição da vida de operadores a riscos inerentes a determinadas regiões de operação, como por exemplo, em operações de varredura de minas”.

Outras vantagens são a redução de custos nas operações e a expansão da capacidade de sensores para aplicação no Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAZ), segundo o oficial da Marinha. O VSNT-E já foi empregado este ano em operações da Esquadra e prossegue em estudo pelo Casnav e pelo Instituto de Pesquisas da Marinha, podendo em breve ser expandido.

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