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O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou que realizou sua primeira busca e apreensão dentro do metaverso. Segundo informou o UOL, a ação faz parte do combate à pirataria digital e crimes contra a propriedade intelectual.
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Chamada de Operação 404, o supervisionamento prendeu, na terça-feira (21), 11 pessoas em quatro estados brasileiros. Ao todo, 266 sites ilegais foram removidos no Brasil, além de 53 no Reino Unido e 6 nos Estados Unidos. Mais de 700 aplicativos de streaming e 461 aplicativos de música, com milhões de usuários ativos, também foram bloqueados. Diversos perfis e páginas falsas nas redes sociais foram igualmente derrubadas.

“O prejuízo causado pelos crimes é de R$ 366 milhões por ano”, disse o delegado Alessandro Barreto, Coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça. “Os autores podem ser indiciados por associação criminosa e lavagem de dinheiro, e a pena para quem pratica este tipo de crime é de dois a quatro anos de prisão e multa”, afirmou.
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Busca no metaverso?
Infelizmente, como o processo corre em segredo de Justiça não há detalhes de como funcionou a busca no metaverso – uma ação considerada inédita. Contudo, é provável que ela tenha ocorrido a partir do Fortnite e Second Life, plataformas de jogos de videogames.
Em entrevista ao jornalista Lucas Negrisoli, do O Tempo, um dos coordenadores de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça afirmou apenas que haviam práticas criminosas no metaverso, o que configurou um mandado “dentro do metaverso”. A apuração sobre o mandado foi divulgada pelo repórter no Twitter.
Com definição nebulosa tanto para usuários quanto para Justiça, ainda não há leis claras e específicas para o mundo virtual. O caso também gerou memes na internet com diversas pessoas tentando imaginar como funcionou a ação.
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