Esmeralda Mello, de 21 anos, deu o que falar nas redes sociais nesta última semana por ter feito uma dancinha no TikTok com duas amigas. O vídeo em si não seria polêmico se não fosse pelo fato de ter sido feito logo após uma decisão tomada pela Justiça do Trabalho, na qual as suas amigas eram testemunhas.

Esmeralda processou a joalheria onde trabalhava como vendedora em São Paulo, pedindo o reconhecimento do vínculo empregatício de um tempo anterior ao que se encontra registrado na sua carteira de trabalho. Afirmou dano moral pela omissão do registro e dano moral pelo tratamento humilhante que teve no local de trabalho.

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Logo após prestar depoimento, a jovem publicou o vídeo no seu perfil do TikTok com as suas amigas que eram as duas testemunhas escolhidas por ela para depor. No vídeo, as três estão dançando e na legenda está escrito: “Eu e minhas amigas indo processar a empresa tóxica”.

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Tendo o vídeo em mãos, a dona da joalheria o apresentou à Justiça como prova de que Esmeralda tinha relação de amizade com ambas – o que as impediria de serem testemunhas.

A juíza do caso analisou a argumentação apresentada pela empresa e anulou os depoimentos das amigas. Além disso, aplicou uma multa por litigância de má-fé, tanto para a Esmeralda quanto para as testemunhas.

“As duas são minhas colegas de trabalho… Nem sei o que de de postar esse vídeo, mas não ia colocar na legendas ‘eu e minhas colegas’. Coloquei amigas….”, disse a jovem.

Mulher segurando celular e mostrando o aplicativo do TikTok
Crédito: diy13/Shutterstock

Ainda completou dizendo: “Não me arrependi da postagem, mas ela teve uma repercussão que eu não esperava. Tive um milhão de visualizações no vídeo no TikTok e não esperava que fosse repercutir desse jeito. Meu celular está travado de tanta mensagem. Mas estou encarando tudo isso numa boa. Como diz o ditado: fazendo do limão uma bela limonada”.

Mesmo que as testemunhas tenham sido desconsideradas, a Justiça do Trabalho condenou a joalheria a pagar outros direitos trabalhistas pedidos por esmeralda, como o 13° salário proporcional, férias proporcionais com acréscimo, FGTS e uma multa de 40% mais horas extras.

Além disso, a empresa também teve que pagar para a Justiça uma multa de 2% em cima do valor da causa por afirmar, em mensagem de áudio que os advogados públicos só “querem ferrar o empregador” e que eles “são vagabundos”.

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