Alguns especialistas em segurança cibernética avisaram os usuários australianos do TikTok que o governo da China tem potencial para coletar desde informações pessoais de mensagens privadas com amigos até a localização exata do smartphone.

Os alertas constam em um relatório da Internet 2.0, uma empresa australiana de cibersegurança que se deparou com a informação que o aplicativo mais popular do ano coleta informações dos usuários de maneira “excessiva”.

Imagem mostra logo da ByteDance, criadora do aplicativo TikTok; ao lado pode-se ver um smartphone que exibe na tela o logo da rede social
Crédito: Ascannio/Shutterstock

Mas afinal, o que há de diferente na forma como o TikTok recolhe os dados? Os métodos usados na coleta de dados da plataforma englobam coletar listas de contatos dos usuários, acessar calendários, localizar exatamente onde o dispositivo se encontra a cada hora e escanear discos rígidos.

Robert Potter, co-CEO da empresa Internet 2.0 e um dos editores do relatório, disse: “Quando o aplicativo está em uso, ele tem significativamente mais permissões do que realmente necessita. Ele concede essas permissões por padrão. Quando um usuário não da permissão… [TikTok] pede insistentemente.”

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“Se você disse ao Facebook, por exemplo, que não quer compartilhar algo, ele não insiste em perguntar de novo. Já o TikTok é muito agressivo quanto a isso”, explicou.

O relatório nomeou as práticas de receptar dados do app sendo “excessivamente intrusivas” e questiona o seu propósito de existir.

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A grande parte da preocupação da empresa que emitiu o relatório é sobre as permissões solicitadas nos smartphones Android, justamente porque o iOS da Apple define consideravelmente as informações que uma plataforma pode reunir. Ele utiliza um sistema no qual o desenvolvedor deve explicar por que tais permissões são de fato necessárias para o funcionamento do aplicativo.

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