Um grupo de mineiros trabalhando em Angola, país localizado no sul da África, descobriu um enorme diamante rosa que pode ser a maior pedra do tipo encontrada nos últimos 300 anos.

Estima-se que ele pese 170 quilates, o que o torna somente um pouco menor do que o diamante Daria-i-Noor, de 182 quilates, o maior diamante rosa do mundo, que hoje faz parte das Joias Nacionais Iranianas, acervo do Tesouro das Joias Nacionais, situado no Banco Central do Irã.

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A pedra foi batizada de “Lulo Rose”, em referência à mina de Lulo, no nordeste de Angola, onde foi encontrada, de acordo com um comunicado da Lucapa Diamond Company, que administra esta e uma outra mina de diamantes do país.

Desde 2015, o projeto de mineração Lulo descobriu 27 diamantes com mais de 100 quilates, incluindo o maior já encontrado em Angola: a “Pedra de 4 de Fevereiro”, de 404 quilates, vendida por US$16 milhões em 2016 (algo em torno de R$83 milhões, na cotação atual).

Os diamantes são formados no subsolo profundo — aproximadamente a 160 km ou mais abaixo da superfície da Terra — quando os depósitos de carbono são expostos ao calor extremo do interior do planeta. 

Diamante Lulo Rose tem 170 quilates e é o maior do tipo encontrado nos últimos 300 anos. Imagem: Lucapa Diamond Co.

Algumas dessas pedras preciosas podem estourar na superfície durante erupções vulcânicas, mas, hoje em dia, a maioria é encontrada por esforços de mineração.

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Segundo o site LiveScience, cerca de 90 milhões de quilates de diamantes brutos são extraídos para fabricação de joias a cada ano, gerando mais de US$300 bilhões (R$15,7 trilhões) em receita em todo o mundo.

No entanto, as condições para os diamantes de mineração são muitas vezes perigosas, e a indústria tem sido associada ao deslocamento de povos indígenas, exploração de trabalhadores, poluição e abusos de direitos humanos, de acordo com um relatório divulgado em 2018 pela Human Rights Watch, uma organização internacional sem fins lucrativos com sede nos EUA.

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