A Oracle está sendo processada por questões de privacidade nos Estados Unidos. O processo aberto na última sexta-feira (19), no Distrito Norte da Califórnia, acusa a big tech de acumular dossiês com dados detalhados sobre cerca de cinco bilhões de pessoas.

Atualmente os dossiês da Oracle incluem informações como nomes, endereços residenciais, e-mails, compras online e presenciais, informações sobre renda, interesses e opiniões políticas. Além disso, a empresa tem um comércio global de dossiês, a Oracle Data Marketplace.

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Larry Ellison, CEO da Oracle, descreve o banco de dados de 5 bilhões de pessoas da Oracle. (Reprodução/ Conselho Irlandês para Liberdades Civis)

A ação judicial tem três representantes: Dr. Johnny Ryan, membro do Conselho Irlandês para Liberdades Civis (ICCL); Michael Katz-Lacabe, diretor de pesquisa do Centro de Direitos Humanos e Privacidade; e a Dra Jennifer Golbeck, professora de ciência da computação da Universidade de Maryland. As partes são representadas pelo escritório de advocacia Lieff Cabraser, sediado em San Francisco, que no passado já moveu ações judiciais contra a Oracle.

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De acordo com os representantes, a companhia está “agindo em nome de usuários da Internet em todo o mundo que foram sujeitos a violações de privacidade da Oracle”.

 “A Oracle violou a privacidade de bilhões de pessoas em todo o mundo. Esta é uma empresa da Fortune 500 em uma missão perigosa para rastrear para onde todas as pessoas no mundo vão e o que elas fazem. Estamos tomando esta ação para parar a máquina de vigilância da Oracle”, disse Ryan, um dos representantes.

A acusação faz menções a várias leis federais, constitucionais, de responsabilidade civil e estaduais, alegando que a empresa cometeu violações da Lei Federal de Privacidade de Comunicações Eletrônicas, a Constituição do Estado da Califórnia e a Lei de Invasão de Privacidade da Califórnia.

As alegações são que a Oracle coleta grandes quantidades de dados de usuários sem consentimento e uso de proxies para passar por controles de privacidade nos dispositivos. 

Com informações de TechCrunch e Conselho Irlandês para Liberdades Civis

Imagem: DCStockPhotography/Shutterstock.com

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