O Twitter pagou US$ 7 milhões para o ex-executivo de segurança da rede social, Peter Zatko, após sua demissão em junho deste ano.

O acordo foi concluído dias antes de Zatko realizar as denúncias contra o Twitter, mas veio a público após audiência realizada na última terça-feira (6).

“Eles estão pagando ao cara US$ 7 milhões e garantindo que ele fique quieto”, disse Alex Spiro, um dos advogados de Musk.

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De acordo com a matéria do Wall Street Journal, pessoas familiarizadas com o assunto disseram que o valor pago faz parte de uma indenização que Zatko perdeu.

Com o acordo, Zatko concordou em manter sigilo sobre seu tempo no Twitter e não falar mal da empresa. 

O ex-chefe de segurança do Twitter irá depor no Comitê Judiciário do Senado dos EUA em 13 de setembro.

Apesar das denúncias de Zatkos estarem separadas do julgamento entre o Twitter e Elon Musk, a juíza Kathleen McCormick decidiu na última quarta-feira (7), que o bilionário poderá usar as alegações feitas pelo denunciante durante o julgamento marcado para 17 de outubro. 

Ex-chefe de segurança do Twitter diz que a rede social mente sobre bots, segurança e privacidade

Peiter Zatkos, ex-chefe de segurança do Twitter. (Imagem: Reprodução/Defense Department)

Entre todas as acusações do ex-chefe de segurança, algumas se destacam: 

  • Acesso indiscriminado – Zatko afirma que muitos funcionários do Twitter tem acesso a sistemas críticos,segundo ele cerca de metade dos 7.000 funcionários tem acesso a dados pessoais e confidenciais de usuários e software interno que faz modificações na rede social. Os funcionários teriam milhares de notebooks com cópias completas de código-fonte do Twitter.
  • Enganar a FTC – A rede social teria enganado a Federal Trade Commission (FTC) – órgão americano que monitora práticas de segurança de dados – as alegações afirmam que o Twitter fez “declarações falsas e enganosas” sobre suas proteção de informações dos consumidores
  • Ignorar bots – Zatkos acusa o Twitter de mentir sobre o número de contas bots /spam. A rede social afirmou diversas vezes que o número de contas falsas era inferior a 5% do total de usuários.
  • Contratar agentes do governo indiano – O Twitter teria sido forçado pelo governo indiano a contratar uma autoridade do governo e permiti-lo “acessar grandes quantidades de dados confidenciais”.
  • Não excluiu dados dos usuários – A acusação afirma que a rede social não conseguiu excluir contas quando solicitado pelos usuários.

Via: Wall Street Journal

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