Nos últimos anos, a indústria dos games se encontra em uma evidente evolução tecnológica e o mercado procura cada vez mais atrair novos consumidores. Nesse contexto, muitas pessoas podem pensar em consoles como a plataforma que conquistaria a atenção dos jogadores. No entanto, quem carrega a indústria gaming no momento são os jogos mobile.

Até por volta dos anos 2000, os jogos mobile não eram vistos seriamente como uma plataforma gaming, visto que eles ainda estavam se estabelecendo no mercado tecnológico e não tinham um hardware potente para muitos games. O panorama começa a mudar a partir da chegada do iPhone em 2007 e desde então, os dispositivos móveis trilharam um caminho para se tornarem o principal mercado da área dos games, com mais de 50% de participação na indústria.

Imagem: Reprodução/Shutterstock
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E várias questões podem ser discutidas em relação à essa realidade da indústria gaming. Primeiramente, é preciso pensar no fator acessibilidade envolvendo os celulares: é impossível esquecer que na atualidade, qualquer pessoa tem um celular, seja qual for o modelo utilizado – e as múltiplas funções tornam o celular algo visto até mesmo como necessidade no cotidiano. Tendo isso em vista, já podemos pensar que mesmo um dispositivo móvel menos potente roda alguns jogos clássicos como “Xadrez” ou “Paciência”.

Tal fator pode ser analisado nos números. Apesar dos consoles terem comercializado bastante unidades nas últimas décadas, seja o Xbox, PlayStation ou Nintendo, os celulares se encontram em patamares de vendas acima ao dos videogames. De acordo com o Daily Trust, é estimado que a cada ano, a Apple tenha cerca de 220 milhões de iPhones vendidos – sem contar as vendas da Samsung e outros fabricantes. Como mencionado acima, os dispositivos móveis possuem diversas funções que os tornam mais necessários do que os consoles no dia a dia de uma pessoa.

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Mas apesar disso, poderia ser argumentado que os celulares não tem o mesmo poder de hardware que um console ou até um computador e até um tempo atrás, isso era verdade. Por outro lado, a tecnologia evoluiu e ao mesmo tempo, evoluiu a demanda do consumidor. Com isso, a procura por smartphones mais poderosos converteu o mercado e hoje em dia, os celulares têm uma capacidade de hardware muito mais potente em comparação ao passado. Logo, isso permite, inclusive, que desenvolvedores trabalhem na criação de jogos mobile com mais poder processamento, produzindo títulos com gráficos ainda mais intensos.

Por consequência dessa evolução do hardwares dos celulares e da produção de desenvolvedores, os jogos mobile, naturalmente, também evoluíram. Houve um tempo em que a maioria dos títulos para dispositivos móveis eram mais casuais, casos de “Angry Birds” e “Candy Crush Saga” – são ótimos jogos, constando. Contudo, hoje podemos selecionar games com uma jogabilidade melhor e gráficos mais interessantes como “Diablo Immortal”, “Call of Duty Mobile”, “Genshin Impact” e “PUBG Mobile”, e assim, o sucesso dessa plataforma condiz até com a popularidade dos eSports, com diversos torneios pelo mundo.

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Além disso, a internet móvel também está evoluindo. A rede 5G busca se tornar, em breve, algo estabelecido no mercado dos celulares e pode contornar a limitação do acesso à internet atual, alterando a realidade dos planos de dados mais caros. Esse fator estaria ligado com a revolução que os jogos em nuvem desejam trazer para a indústria gaming, já que a internet ainda é uma barreira para a estabilidade definitiva desse sistema.

Portanto, não é surpresa observar que os jogos mobile são, de fato, o principal mercado da indústria dos games na atualidade. Até por isso, empresas como a Electronic Arts e a Microsoft buscam avançar suas realizações na plataforma mobile, com mais investimentos nessa área. Enquanto vários estudos indicam uma tendência de baixa na indústria gaming, talvez seja uma aposta certeira concentrar mais esforços pelo lado dos celulares.

Informações via Daily Trust

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