Considerado o maior museu de arte popular do Brasil, o Museu do Pontal no Rio de Janeiro anunciou a instalação de 150 painéis solares, e com isso será o primeiro museu do país a produzir 100% da energia que consome. O projeto de instalação do sistema fotovoltaico será realizado graças a parceria entre o Museu com o Instituto Cultural Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Com a instalação dos 150 painéis fotovoltáicos de 500W, estima-se que a geração média mensal de energia será de 9.484,47 kWh/mês, e dessa forma o Museu conseguirá economizar R$ 10 milhões nos próximos 25 anos.

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A decisão de instalar os painéis acontece após os estudos de caminhos do sol e regime dos ventos realizados pela Casa do Futuro, empresa focada em desenvolver soluções tecnológicas e sustentáveis na construção civil. A partir daí foram definidas estratégias para garantir o conforto térmico e a iluminação dos espaços economizando a maior quantidade de energia possível.

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Nos 2.600 metros quadrados do Museu, o projeto voltaico buscou garantir o máximo possível de iluminação natural através de vidros e portas de vidro. Além disso, outras soluções sustentáveis vão garantir a redução de impactos ambientais, como instalações de janelas com quebra-sol e ventilações naturais cruzadas – que contribuem para a redução de emissão de gases poluentes. O conjunto de ações permite ao Museu do Pontal uma economia de até 75% no gasto de energia.

Outras soluções sustentáveis no Museu do Pontal incluem a reutilização de água de chuva para os jardins, junto ao sistema de irrigação – que geram uma economia de cerca de 80% no uso de água – e a coleta seletiva de todo o lixo.

Geração de Energia Solar no Brasil 

De acordo com a Aneel, em 2022 o Brasil ultrapassou a marca de 16 gigawatts de potência instalada de energia solar, somando 11 GW dos sistemas de geração própria de energia e 5 GW das usinas de grande porte. Embora ainda seja o décimo terceiro no ranking mundial de energia solar, segundo especialistas, o Brasil tem potencial para chegar ao top 5 desse ranking. Para pessoas físicas, instituições e empresas, o aumento em julho de 64% nas bandeiras tarifárias torna a geração própria de energia uma estratégia ainda mais relevante.

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