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O Telescópio Espacial Hubble está no espaço há mais de 20 anos, mas continua fazendo descobertas impressionantes. Dessa vez, astrônomos usaram o satélite para fazer a medição de um jato atravessando o espaço a velocidades superiores a 99,97% da velocidade da luz. Os resultados foram divulgados na última quarta-feira (12).
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O jato foi criado pela colisão titânica entre duas estrelas de nêutrons. O evento explosivo, chamado GW170817, foi observado em agosto de 2017 e liberou energia comparável a de uma supernova. De acordo com a NASA, essa foi a primeira detecção combinada de ondas gravitacionais e radiação gama de uma fusão de estrelas de nêutrons binárias.
Jato de energia captado pelo Hubble
Os efeitos dessa explosão foram amplamente estudados, já que o evento pode ser observado por 70 observatórios ao redor do mundo e no espaço, em uma ampla faixa do espectro eletromagnético, além da detecção de ondas gravitacionais. Depois da detecção, a equipe apontou o Hubble para o local, com a intenção de captar o que estava ocorrendo.
“As estrelas de nêutrons entraram em colapso em um buraco negro cuja poderosa gravidade começou a puxar material em direção a ele. Esse material formou um disco girando rapidamente que gerou jatos que se deslocavam para fora de seus pólos. O jato rugindo colidiu e varreu o material na concha em expansão de detritos da explosão. Isso incluiu uma bolha de material através da qual um jato emergiu”, explicou a NASA.
Apesar de ter ocorrido em 2017, os dados do evento captados na época levaram um tempo para serem analisados. O espaço de tempo foi necessário para os cientistas encontrarem uma maneira de trabalhar essas informações. “Estou surpreso que o Hubble possa nos fornecer uma medida tão precisa, que rivaliza com a precisão alcançada pelos poderosos telescópios de rádio VLBI espalhados pelo mundo”, disse Kunal P. Mooley, principal autor do estudo, à NASA.