Prós
  • Continua bonita e vai direto ao ponto
  • Qualidade sonora vai agradar quase todo mundo
  • Aplicativo agora tem equalizador
  • Certificado IP67 dá mais segurança
Contras
  • Sem integração com Alexa, Google Assistente ou Siri
  • Autonomia de bateria é menor que da concorrência

Neste ano a JBL Flip 5 recebeu uma nova geração e ela é chamada de Flip 6, colocando em prática o significado da frase “em time que está ganhando, não se mexe”. Isso significa que ela altera poucos aspectos externos e segue com acabamento em tecido, ainda capaz de resistir ao mergulho acidental (ou não) em uma piscina.

Por outro lado, na parte interna a empresa diz ter conseguido alterar alguns pontos para entregar potência sonora 50% maior, detalhe que tende a agradar o público usuário desta caixinha, enquanto afirma seguir com a mesma capacidade de bateria para segurar o som por muitas horas. Será que ela consegue?

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Passei as últimas semanas tocando música alta na JBL Flip 6 e te conto, nos próximos parágrafos, se ela continua boa e ainda assim faz o som sair mais alto do que na geração passada.

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Por fora, nada muda (ainda bem)

JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Começando pela parte externa, a JBL Flip 6 segue a mesma cartilha já adotada pela empresa para a Flip 5. Olhares mais atentos vão notar mudanças e elas realmente estão presentes. A maior de todas está no logo da marca, agora muito maior, mas sem o fundo laranja. Com isso ele fica mais legível, mas menos notável de longe.

Outra mudança está no nome “JBL”, que saiu de um dos radiadores laterais. Agora ambos contam com o ponto de exclamação. De resto, tudo está lá, seja a conexão USB-C, os botões para liga/desliga e pareamento Bluetooth, o encaixe para corda e assim pendurar a caixinha em algum lugar (no cinto da calça, talvez?), junto dos comandos bem grandes para controlar a música e parear com múltiplas Flip 6.

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JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Outro detalhe, este invisível, está na proteção contra água e poeira. Na JBL Flip 5 ela seguia o certificado IPX7, agora é IP67. Ele é bem pequeno, pois o modelo anterior já conseguia manter a garantia para sobreviver na praia. Em água doce, este código pode ser traduzido como suporte para o produto continuar funcionando por 30 minutos, em até um metro de profundidade e sem danificar nenhum componente dele.

O fato de mudar muito pouco o visual me agrada, já que esta é uma das caixinhas de som Bluetooth mais populares do Brasil e o usuário já está acostumado com a cara dela: uma pílula com botões do lado, radiadores passivos nas bordas e com pouco peso.

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JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Tem app para ajudar no controle, mas ele faz pouco

Já na conexão, o usuário pode tirar proveito de Bluetooth 5.1 e este detalhe é um senhor avanço, contra a versão 4.2 da mesma tecnologia presente na JBL Flip 5. Uma vez pareado com o smartphone, já é possível tocar a música sem qualquer necessidade de aplicativo, mas a presença dele dá mais controle.

O primeiro e praticamente único é um equalizador sonoro, apresentado de forma mais lúdica para oferecer controle sobre graves, médios e agudos. É fácil o suficiente para a maioria dos usuários, mas não oferece ajustes finos para quem tem maior conhecimento sobre o assunto – tudo bem, esta não é uma caixinha para audiófilos.

Aplicativo da JBL Flip 6 (Imagem: reprodução)
Aplicativo da JBL Flip 6 (Imagem: reprodução)

No aplicativo também é possível remover os barulhos efetuados pela caixa quando é ligada, desligada, consegue conexão ou perde o pareamento. O manual de instruções pode ser aberto e o app também tem o controle do PartyBoost.

Com ele o usuário consegue parear duas JBL Flip 6 para som estéreo, ou até 100 outras caixas de outros modelos para tocarem em sincronia. Por aqui o objetivo é simplesmente aumentar o volume somado de todos os speakers. Eu senti falta de mais coisa por lá, mas pode ser apenas pela falta de recursos dentro deste gadget.

Um ponto que me fez sentir muita falta foi microfone. Não quero para atender ligações, o que seria possível, mas sim para entregar acesso por voz para assistentes pessoais como Alexa, Google Assistente ou a Siri, quem sabe até a Cortana nos PCs com Windows. Este detalhe poderia tornar a experiência de uso mais rica, até para controlar a música sem precisar tocar nos botões físicos – pedindo uma canção específica, ou para avançar a faixa.

Ah, no app você consegue conferir o nível de carga da bateria também.

Som continua bom, envolvente

JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Em suma: a JBL Flip 6 faz o que promete e entrega bom som, com graves perceptíveis e isso é trunfo dos drivers, além dos dois radiadores passivos das laterais. Em números, a empresa diz que entrega 20 watts RMS para o woofer e 10 extras para agudos, no tweeter.

Mas, olhando para o mercado, eu consigo encontrar concorrentes colocando graves mais para perto do usuário. Não que a JBL Flip 6 faça feio nas ondas baixas, mas é que a LG faz melhor neste conjunto com a Xboom Go PL7 e ambas custam relativamente o mesmo valor.

Mesmo em formato de pílula e sem indicação aparente de onde estão os falantes, o som sai mais ou menos do local onde está o nome da marca. Isso deixa claro que o preenchimento não é de 360 graus, o que nem chega a ser um ponto negativo, pois a JBL sequer prometeu isso. Mesmo assim, a música preenche bem ambientes fechados e fica evidente nos abertos, mesmo de longe – como na praia.

No geral, eu escutei bem agudos, médios e graves. Separar algumas ondas para falantes específicos ajuda na hora de não distorcer. Eu testei e mesmo em volumes altos, não senti vibração excessiva. A experiência foi boa, tão boa quanto na Flip 5.

JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

A bateria interna continua com 4.800 mAh e a JBL promete 12 horas de música, mas este número é uma média. Escutar em volumes elevados fará a autonomia diminuir, enquanto colocar bem baixo faz ela subir.

O tempo é longo, bom, mas voltando para comparação com o modelo da LG, a Flip 6 entrega metade da autonomia prometida pela marca coreana. Ela diz que sua solução, assinada pela Meridian, consegue segurar por 24 horas – mesmo com bateria de menor capacidade.

JBL Flip 6: vale a pena?

Sim, mas apenas se você não encontrar no mercado a Flip 5. O modelo anterior toca som de forma tão boa quanto a JBL Flip 6, segue com as mesmas 12 horas, permite parear com mais modelos para melhorar a festa, continua com proteção para água doce e poeira (areia da praia, por exemplo) e tem visual praticamente inalterado.

JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
JBL Flip 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

É claro que existem avanços por aqui, mas eles são pequenos e você não perderá experiência sonora se levar a Flip 5 para casa. Se só encontrar a Flip 6 na prateleira, vá sem medo também, mas apenas quando ela estiver abaixo da concorrência. Eu comentei da Xboom Go PL7 que tem maior autonomia e entrega assistentes pessoais embarcados por voz, existe ainda a Huawei Sound Joy, onde a autonomia é ainda maior e ela tende a custar menos.

Leve estas em consideração, mas saiba que a JBL Flip 6 não deve desanimar quem já está atrás dela justamente pela fama que conseguiu nas ruas e praias do Brasil.

Nossa avaliação
Nota Final
8.8
  • Conectividade
    9.0
  • Design
    10.0
  • Graves
    8.0
  • Médios
    9.0
  • Agudos
    9.0
  • Recursos
    8.0
  • Bateria
    9.0

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