Nesta quarta-feira (19), o político russo Anton Gorelkin fez um pedido às instituições estatais do país para que deixem de usar o WhatsApp. Ele é o vice-chefe do comitê da política de informação do parlamento da Rússia.

De acordo com informações compartilhadas pela Reuters, o parlamentar enviou as mensagens pelo Telegram, que também é popular na Rússia. Gorelkin afirmou que pessoalmente excluiria o aplicativo da Meta e recomendou o banimento amplo de seu uso.

Imagem: Reprodução/Shutterstock
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“Acho que é necessário proibir completamente o uso do WhatsApp para fins oficiais pelos funcionários estaduais e municipais russos”, escreveu Gorelkin. “Se é uma alternativa russa ou de Dubai, não importa. O importante é que não faça parte de uma empresa que participa abertamente da guerra de informação contra o nosso país e está incluída na lista de organizações terroristas e extremistas”, acrescentou.

Em março deste ano, a Meta, detentora do WhatsApp, foi declarada culpada de “atividades extremistas” na Rússia e foi adicionada à lista de “organizações terroristas e extremistas”. Antes disso, o Facebook e o Instagram, outros aplicativos da empresa, já haviam sido bloqueados no país, com o argumento de serem recursos “pró-Ucrânia” – enquanto isso, o WhatsApp continuou disponível.

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Com o início da invasão na Ucrânia em fevereiro, várias empresas do Ocidente pausaram suas comercializações e negócios na Rússia, incluindo o segmento tecnológico. Gigantes do setor como Microsoft, Google e Apple pausaram seus trabalhos pelo país russo e impedem o acesso às importações da tecnologia.

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Diante disso, o Ministério da Indústria da Rússia vem buscando promover softwares desenvolvidos internamente e tentam se afastar da tecnologia ocidental, como o próprio WhatsApp. Em Moscou, há um empenho para impulsionar o setor do país com incentivos fiscais e empréstimos.

O vice-ministro da Indústria e Comércio da Rússia, Vasily Shpak, afirmou que os fabricantes nacionais vão, de fato, preencher o espaço deixado por empresas estrangeiras. Segundo ele, a situação “não tem mais volta” e os produtos russos formarão “a base da independência tecnológica do país”.

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