O mercado de trabalho mudou nos últimos anos e o novo desafio das empresas é se adequar a ele. As instituições e pessoas que insistem em não acompanhar este ritmo acabam ficando para trás e perdendo na produção, gerando diversas consequências. Demissões silenciosas, por exemplo, acabam ocorrendo com frequência. 

O termo “silent quitting” nasceu de uma série de vídeos nos quais trabalhadores do mundo todo compartilham seus anseios e angústias sobre demissões silenciosas. Elas consistem em entregar o básico de sua demanda. Segundo uma pesquisa feita pela Intelligent.com, 21% da força de trabalho das empresas em todo o mundo faz parte do grupo de “desistentes silenciosos”. A maioria é de pessoas entre 25 e 34 anos. 

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É importante lembrar que os talentos mais jovens já atuam nestas empresas, conhecidos também como geração Z. Por isso, campanhas e filosofias seguem em constante adaptação nas corporações, para que estes futuros líderes tenham espaço e ajuda necessárias para criar uma cultura profissional que permita seu desenvolvimento. 

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Geração Z

A geração Z é composta por pessoas nascidas de 1995 a 2010. Conhecidos por valorizarem a saúde, tanto mental quanto física, além de compreender melhor o risco do excesso que qualquer atividade pode trazer. Diferente da geração passada, composta por pessoas nascidas nos anos 80 e 90, a geração Z é viciada em trabalho. Segundo o Fast Company Brasil.

Em contraponto, esta nova geração é conhecida como “geração da depressão”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que as doenças do século XXI são ansiedade e depressão. Também podemos ver dados de uma pesquisa da consultoria McKinsey realizada este ano, em que 25% das pessoas entrevistadas da geração Z afirmaram enfrentar algum tipo de sofrimento emocional, contra 13% dos millennials (um pouco mais velhos).

O estudo Trust Barometer 2022, da Edelman, revelou que 67% dos jovens priorizam marcas ativistas. Outro levantamento, feito no Reino Unido pelo Gallup, mostrou que o grupo é mais abstêmio, não consome bebida alcoólica ou bebe com moderação, diferente de outros grupos etários. Também são mais seletivos, se afastando de amigos e até familiares que não compartilham as mesmas crenças, de acordo com pesquisa da Wunderman Thompson Data.

Todas estas informações podem parecer inúteis para o mercado de trabalho, mas  este é o perfil do meio corporativo a partir de agora. As atitudes, campanhas, demissões e admissões serão, em sua maioria, baseadas nestas pessoas. 

Mudanças necessárias

Essa mentalidade, além dos outros pontos positivos que a geração Z carrega, quando observados e incorporados pela gestão da empresa, é capaz de gerar diversos benefícios e proporcionar a criação de um espaço seguro e cada vez mais diverso em termos de pessoas, ideias, realidades e necessidades.

No mundo da tecnologia, a autonomia, flexibilidade de horários, decisões compartilhadas e empoderamento são algumas das principais características que esta nova geração está procurando, segundo estudo Human Coders. Assim, as relações entre pessoas de idades diferentes ajudam as empresas a crescer e melhorar suas condições.

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