NOAA-21, um satélite pertencente à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA, captou imagens fascinantes do globo terrestre. As nuvens, os mares turquesa de Cuba e até um incêndio agrícola no norte da Índia puderam ser identificados na primeira visão completa do mais recente satélite de observação da Terra da organização.

O mosaico global, capturado pelo instrumento VIIRS no recém-lançado satélite NOAA-21, é uma imagem composta criada a partir dessas faixas. Canto inferior esquerdo: Imagem mostra a cor do oceano ao redor da ponta sul da Flórida e do Caribe. Canto inferior direito: Nesta imagem sobre o norte da Índia, é possível ver a poluição das queimadas agrícolas prescritas, e o Himalaia e o planalto tibetano ao norte. Créditos: NOAA STAR VIIRS Imagery Team

O mosaico de imagens divulgado pela NOAA é resultado de várias fotografias tiradas pelo instrumento Visible Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS, o Conjunto de Radiômetro de Imagem Infravermelha Visível, em tradução direta) a bordo do satélite, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2022. O instrumento coleta imagens nos espectros de luz visível e infravermelha, o que permite uma visualização detalhada da superfície da Terra.

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O VIIRS concede informações importantíssimas aos cientistas sobre os oceanos, a atmosfera e a superfície da Terra. Ele é capaz de detectar diferenças na cor do oceano, por exemplo, e apontar quais fatores são os responsáveis pelas mudanças, se as alterações representam algum perigo para a vida marinha e se a atuação humana impacta na questão.

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Outro dado importante passível de ser coletado pelo VIIRS trata-se do monitoramento das tempestades e de outros fenômenos meteorológicos que podem trazer riscos para a população e para o meio ambiente.

O NOAA-21 é o segundo satélite operacional de uma série chamada Joint Polar Satellite System (Sistema Conjunto de Satélites Polares), que fornece imagens globais de polo a polo. Com esse equipamento, localizado a 824 quilômetros da superfície da Terra, é possível observar a totalidade da superfície terrestre duas vezes por dia, já que ele passa pelo equador 14 vezes por dia, a 27.360 km/h.

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