Nas últimas semanas o ChatGPT se tornou um dos assuntos mais falados do mundo da tecnologia. A plataforma pertencente a OpenAI funciona como um modelo de linguagem treinado com uma variedade de tópicos e estilos. 

Deste modo, o ChatGPT consegue gerar textos escritos de forma natural e coerente – pelo menos, na maior parte das vezes. “A plataforma funciona como um Google com inteligência artificial”, disse o pesquisador do CNPq na Universidade de Linköping – Suécia e membro sênior do IEEE, Euclides Chuma. 

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Em entrevista ao Olhar Digital, o pesquisador explicou que ao fazer uma busca no Google, a plataforma retorna uma série de links aos usuários, enquanto o ChatGPT analisa todos esses links e produz um texto “bem escrito e não perfeito” sobre a pergunta feita. 

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“Em resumo, o ChatGPT é uma excelente ferramenta para quando você quer aprender sobre algo e não precisa se aprofundar sobre o tema”. De acordo com Chuma, a ferramenta é um avanço e é “muito melhor” que o Google para buscas que não precisam de aprofundamento. 

Euclides Chuma citou algumas polêmicas que a nova ferramenta está envolvida, como o possível “fim das redações” em escolas. O pesquisador disse acreditar que a plataforma precisa ser vista e utilizada como aliada, “a tecnologia tem que ser bem utilizada, porque quando mal usada acaba atrapalhando”. 

Imagem: Shutterstock

Ao ser questionado sobre a segurança do ChatGPT, Chuma relatou que a tecnologia apesar de extremamente poderosa não utiliza informações pessoais e foi alimentada com dados até 2021 e, neste momento, devemos levar em consideração quais novas informações serão depositadas na ferramenta. 

“Nós não sabemos quais caminhos a ferramenta vai seguir. É preciso estar sempre atento a que base de dados o ChatGPT está submetido, o que entra também no tópico da ética na inteligência artificial.”

Euclides Chuma disse acreditar que o ChatGPT é uma ferramenta extraordinária. “Eu não diria que a tecnologia em si mudou alguma coisa, mas o modo como ela foi aplicada, aberta ao público e divulgada, pode estar servindo para que todos possam entender e evoluir em sua interação com a inteligência artificial, com a internet e com a tecnologia.”

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