A Terra é especial em muitos aspectos. Mas, no quesito vulcões, o planeta azul perde feio para o seu vizinho vermelho. Isso porque é em Marte onde fica o Monte Olimpo, considerado o maior vulcão do Sistema Solar.

Nem dá para falar que a competição pelo primeiro lugar do pódio é acirrada. Em comparação ao volume do Mauna Loa – o maior vulcão da Terra – o do Monte Olimpo é 100 vezes maior. O Olhar Digital te mostra os detalhes desse colosso extraterrestre e da sua região lá no planeta vermelho.

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Raio-x do Monte Olimpo

Imagens de cima do Monte Olimpo em Marte
O Monte Olimpo tem 624 km de diâmetro e 25 km de altura (Imagens: Nasa / Montagem: Pedro Spadoni/Olhar Digital)

Antes de mais nada, o Monte Olimpo é um vulcão-escudo e suas dimensões são dignas de uma morada de deuses mesmo. Só de diâmetro, ele tem 624 quilômetros. Para você ter uma ideia, o arquipélago inteiro do Havaí, onde fica o Mauna Loa, caberia dentro da sua estrutura, ladeada por uma escarpa de seis quilômetros de altura.

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Do mesmo modo, o Monte Olimpo impressiona na altura. São 25 quilômetros entre sua base e cume. A título de comparação, é quase três vezes a altura do Monte Everest – cuja escalada já demora, em média, 40 dias. Ou seja, se fosse possível escalar o gigante marciano, levaria meses.

Mapa do Monte Olimpo em Marte
Mapa do Monte Olimpo, divulgado no começo de 2023, trouxe mais detalhes sobre o vulcão marciano (Imagem: Peter J. Mougins-Mark/USGS / Montagem: Pedro Spadoni/Olhar Digital)

Além disso, um dos mapas do planeta vermelho, divulgado pelo Centro de Ciências Astrogeológicas da USGS (Serviço Geológico dos EUA) no começo de 2023, trouxe mais detalhes sobre o vulcão gigante.

Analisando seus contornos, os cientistas perceberam que o Monte Olimpo tem fluxos de lava no cume da caldeira, cuja largura se estende por 80 quilômetros. Com esse mapeamento, fica mais fácil para os pesquisadores compararem o vulcão marciano com os terrestres – como o Mauna Loa, outro vulcão-escudo – para entender suas estruturas.

Por que tão grande?

O Monte Olimpo é um colosso, mas não é o único gigante em Marte. Isso porque os vulcões na região de Tharsis – onde fica o Olimpo – são de dez a 100 vezes maiores que os da Terra. E toda essa magnitude se deve à formação do planeta vermelho.

Por se tratar de um planeta pequeno e rochoso, relativamente perto do Sol, Marte teve atividade tectônica intensa durante seu período de formação. Como se não bastasse, seu histórico geológico tem sinais de impactos com outros objetos espaciais (meteoros e asteróides, por exemplo).

Visão de cima do Monte Olimpo em Marte
Vulcões marcianos são enormes por conta da formação do planeta vermelho (Imagem: Copy Negative/Nara & Dvids Public Domain Archive)

Outra razão pela qual os vulcões marcianos são tão grandes é o fato da crosta do planeta vermelho não se mover igual a da Terra. A diferença de tamanhos é uma consequência direta dessa disparidade de dinâmicas.

Por aqui, as placas da crosta se movem acima dos pontos quentes. A partir desse movimento, novos vulcões aparecem, outros são extintos. Na prática, o volume total de lava do planeta acaba distribuído entre muitos vulcões.

Já em Marte, a crosta fica parada. Aí, sem a movimentação, a lava se acumula em vulcões muito grandes. Muito grandes mesmo. Vide o colossal Monte Olimpo e outros tantos na superfície avermelhada do planeta, ainda tão misteriosa para nós, meros terráqueos.

Fontes: Info Escola, Nasa e Nexo

Imagem de destaque: ESA / DLR / FU Berlin / J. Cowart

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