Nesta quarta-feira (19), uma foto impressionante foi selecionada como Imagem Astronômica do Dia (APOD, na sigla em inglês), da NASA. O astrofotógrafo espanhol Juan Carlos Casado, do Instituto de Astrofísica de Canárias (IAC), registrou uma belíssima tempestade de auroras multicoloridas em Saariselkä, no norte da Lapônia finlandesa.

“Em algumas noites, o céu é o melhor show da cidade”, diz a descrição da imagem. “Nesta noite, as auroras dominaram o céu, e a tempestade geomagnética que criou este show colorido originou-se de um Sol cada vez mais ativo”.

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A aurora brilhante foi capturada com um grau excepcionalmente alto de detalhes, com uma magnífica variedade de cores: amarelas, verdes, vermelhas e roxas.

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Auroras são formadas quando fluxos de partículas carregadas altamente energéticas, conhecidas como ventos solares, passam ao redor da magnetosfera da Terra. O campo magnético do planeta nos protege da radiação cósmica, mas o escudo é naturalmente mais fraco nos Polos Norte e Sul, o que permite que o vento solar deslize pela atmosfera — geralmente entre 100 e 300 km acima da superfície. 

À medida que as partículas solares passam pela atmosfera, elas superaquecem gases, que então brilham de maneira vibrante no céu noturno. Normalmente, as auroras parecem verdes, porque os átomos de oxigênio, que são abundantes na parte da atmosfera que o vento solar geralmente atinge, emitem essa tonalidade quando são excitados. 

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Então, o que explica esse “arco-íris auroral” visto na Lapônia finlandesa? “Gases diferentes brilham de uma cor diferente”, disse Affelia Wibisono, astrônoma do Observatório Real de Greenwich, ao site Spaceweather.com. “O oxigênio brilha verde, e as cores azul e roxo são emitidas pelo nitrogênio. Se essas partículas carregadas recebidas são particularmente energéticas, então o oxigênio de alta altitude também pode emitir uma cor vermelha profunda e o nitrogênio pode brilhar rosa”.

Podemos esperar eventos climáticos espaciais mais extremos, como poderosas tempestades geomagnéticas causadoras de auroras, à medida que o Sol se aproxima do pico de seu ciclo de atividade de 11 anos, esperado para ocorrer em 2025.

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