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Geoffrey Hinton, que ao lado de Yoshua Bengio e Yann LeCun ganhou o Prêmio Turing pela evolução da inteligência artificial, confessou em entrevista ao The New York Times que uma parte sua se arrepende de ter colaborado para o desenvolvimento da tecnologia, mesmo esse sendo o trabalho de sua vida.
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Hinton, que deixou sua posição no Google recentemente após mais de 10 anos na big tech, agora se sente livre para falar sobre os riscos da IA e explicou ser difícil pensar em “como impedir que maus atores a usem para coisas ruins.”
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Eu me consolo com a desculpa normal: se eu não tivesse feito isso, outra pessoa teria feito.
Geoffrey Hinton, cientista da computação conhecido por seu trabalho sobre redes neurais artificiais, ao NYT.
O cientista anunciou sua saída do Google em abril, mas não esclareceu o motivo da decisão. Hinton conversou diretamente com o CEO Sundar Pichai sobre a demissão. Os detalhes da reunião não foram divulgados.
Geoffrey Hinton e o ChatGPT
Para quem não sabe, Hinton também é professor e um dos seus alunos é o cientista-chefe da OpenAI, a dona do bot do momento: ChatGPT. Juntos (com mais outro aluno), eles desenvolveram uma rede neural que aprendeu sozinha a identificar objetos comuns como cães, gatos e flores, após analisar milhares de fotos. É esse trabalho que acabou levando à criação do ChatGPT e do Google Bard.
Segundo Hinton, quando a OpenAI decidiu lançar a tecnologia, desafiando o negócio principal do Google (buscas), foi um golpe para a empresa, que precisou correr para não perder o posto consolidado no mercado de pesquisas.
Para o cientista da computação, a competição iniciada éstá tão acirrada que pode ser impossível de parar, resultando em um mundo com tantas imagens e textos falsos que ninguém mais poderá dizer o que é verdade.
IA com vida própria?
Contudo, essa é apenas a preocupação inicial. Recentemente, por exemplo, a IA do Google aprendeu habilidades sozinha e preocupou especialistas da companhia. Engenheiros identificaram que um dos sistemas da empresa conseguiu aprender um novo idioma sem ninguém ter a treinado para isso. A IA aprendeu o bengali, língua oficial de Bangladesh. Veja detalhes aqui!
Entre outros avanços, a tecnologia também já pode se passar por você. Empresas estão oferecendo serviços de criação de avatar real e clonagem de voz. Confira aqui!
A ideia [era] que essas coisas poderiam realmente ficar mais inteligentes do que as pessoas — algumas pessoas acreditaram nisso. Mas a maioria das pessoas achou que estava errado. E eu pensei estar longe. Pensei ser de 30 a 50 anos ou até mais longe. Obviamente, não penso mais assim.
Geoffrey Hinton.
Hinton recebeu com Bengio e LeCun o prêmio Turing de 2018, também conhecido como o “Prêmio Nobel da Computação”. Eles são considerados os padrinhos da inteligência artificial pelo trabalho no desenvolvimento do campo de aprendizagem profunda da IA. O criador da tecnologia, o pai da IA, foi Alan Turing — a depender, claro, do ponto histórico. Veja mais aqui!
As técnicas desenvolvidas pelo trio nas décadas de 1990 e 2000 possibilitaram avanços em tarefas como visão computacional e reconhecimento de fala. O trabalho foi usado como base para a modernização de serviços e o aperfeiçoamento de tecnologias que utilizam inteligência artificial, como carros autônomos e diagnósticos automatizados.
Com informações do The New York Times e The Verge
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