Os problemas judiciais do Twitter não acabam, e agora a cidade de San Francisco, nos EUA, está investigando uma denúncia feita por um ex-funcionário da empresa de que a empresa estaria violando a legislação local ao transformar partes do escritório em dormitórios para trabalhadores.

A investigação começou no fim de 2022 após uma reportagem da Forbes que dizia que salas de reuniões dentro dos escritórios do Twitter estavam sendo redesenhadas para servir como local de descanso para funcionários. E agora uma nova matéria publicada pela AP e pelo jornal San Francisco Chronicle detalham essas acusações.

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Um dos denunciantes do caso é Joseph Killian, antigo gerente de projetos do Twitter. Ele afirma que a equipe comandada por Elon Musk pediu que ele violasse diversas leis de San Francisco para criar um espaço para trabalhadores dormirem dentro dos escritórios da empresa.

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Segundo Killian, até mesmo luzes sensíveis à presença precisariam ser removidas por atrapalharem funcionários que tentavam dormir. E, apesar da recusa dos proprietários do espaço ocupado pelos escritórios do Twitter, a empresa seguiu em frente com o plano e contratou um eletricista para desconectar essas luzes sem permissão.

Killian ainda alega que foi pedido para instalar fechaduras que não se desbloqueiam automaticamente em caso de emergência, o que poderia atrapalhar o trabalho de equipes de resgate em casos extremos. O ex-funcionário diz que pediu demissão no dia desse pedido, mas que outra pessoa seguiu em frente com o plano do Twitter e instalou as fechaduras em questão.

Celular com logomarca do Twitter aberta sobre fundo branco e, ao fundo, foto de Elon Musk aberta em tela de computador
Elon Musk assumiu o comando do Twitter em 2022. (Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock)

Por fim, Killian disse que a direção do Twitter pediu para ele não comentar essas mudanças durante a inspeção realizada por autoridades da cidade. Os inspetores chegaram a encontrar camas e móveis nos novos dormitórios, mas não tinham ideia de outras violações que estavam sendo cometidas, diz a ação movida por Killian contra a empresa.

Violações eram deliberadas, diz ex-funcionário

Killian alega que, após a ascensão de Elon Musk ao posto de CEO do Twitter, a empresa passou a deliberadamente desrespeitar leis e contratos. “[As lideranças sob Musk] deliberadamente, especificamente e repetidamente anunciaram as intenções de quebrar contratos, violar legislações, e ignorar as obrigações legais.”

Isso incluía, por exemplo, não pagar o aluguel pelo espaço ocupado pelos escritórios do Twitter, e também não pagar o pacote de segurança prometido a funcionários demitidos.

Após a reportagem da Forbes no fim de 2022, a cidade de San Francisco deu 15 dias para o Twitter mudar sua permissão para poder instalar camas no escritório, mas, até agora, segundo o San Francisco Chronicle, as alterações ainda não foram aprovadas, e a investigação local segue ativa.

Via AP e San Francisco Chronicle

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