Sobe para 6 número de casos de Candida auris; o que é o superfungo?

Pacientes são todos do estado de Pernambuco 
Fungos Candida multirresistente em ilustração 3D; Candida albicans; C. auris
Imagem: Kateryna Kon/Shutterstock

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou na terça-feira (30) mais dois casos do superfungo Candida auris em Pernambuco. Com as notificações, subiu para 6 o número total de pessoas infectadas no estado em 2023. 

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O que aconteceu? 

  • Este ano, no dia 19 de maio, os dois primeiros casos de Candida auris em 2023 foram registrados em hospitais de Pernambuco; 
  • Todos os pacientes foram ao hospital tratar outras condições, sem saber que estavam infectados; 
  • Todos possuem mais de 45 anos, dois são idosos, e passaram por internação clínica ou tiveram contato com pessoas infectadas;
  • Vale lembrar que a espécie foi identificada pela primeira vez no Brasil no cateter de um paciente de um hospital em Salvador, em dezembro de 2020.

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Segundo a SES, os dois novos pacientes, uma idosa de 70 anos e um homem de 51, não apresentaram “repercussões clínicas decorrentes do fungo”. A mulher ficou internada por nove dias e já recebeu alta do Hospital Miguel Arraes, em Paulista, o homem segue no Hospital Tricentenário, em Olinda, devido histórico de acidente vascular cerebral (AVC). 

Importante ressaltar que, mesmo após a alta hospitalar, o paciente pode permanecer colonizado (com o vírus no corpo, mas sem sintomas) por cerca de três a seis meses.  

SES de Pernambuco em nota. 

O que é Candida auris e por que está sendo chamada de superfungo? 

Candida auris é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública devido à capacidade do microrganismo de resistir aos principais medicamentos antifúngicos. Em outras palavras, ele tem demonstrado forte resistência a tratamentos, por isso recebeu a nomenclatura de superfungo — algo reconhecido pela comunidade científica. 

Ele foi identificado pela primeira vez no Japão, em 2009, em um caso de otomicose — infecção fúngica oportunista do conduto auditivo externo. Desde então, se espalhou por todos os continentes, com exceção da Antártica. No Brasil, chegou em 2020, em um homem internado por covid-19 — o que potencializou o alerta contra a doença e o fungo.

Imagem: shutterstock/QINQIE99

No geral, não há manifestação clínica da presença do superfungo no paciente que está colonizado. No entanto, um machucado, uma ferida na pele ou o uso de cateter no hospital pode permitir que ele entre no corpo e atinja a corrente, podendo prejudicar órgãos como o coração e o cérebro — em casos graves, ao qual pessoas imunocomprometidas são mais suscetíveis, uma infecção generalizada pode resultar em morte (sepse). 

De acordo com informações da CNN, desde março de 2017, o Brasil possui um documento com orientações de como os serviços de saúde devem proceder para prevenir e controlar a disseminação do fungo, principalmente devido ao risco de infecção no próprio hospital. 

Surtos no Brasil 

Essa não é a primeira vez que o Brasil enfrenta um surto de Candida auris. Entre 2021 e 2022, o Recife registrou o maior número de casos no país, com 48 notificações. Ainda não há evidências de que os novos registros tenham vínculo com casos ocorridos nos anos anteriores. 

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Entre as principais medidas de prevenção está a higiene das mãos, bem como a limpeza de superfícies hospitalares ou qualquer outra que possa ter tido contato com material infectado.

Com informações do G1 e CNN 

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Tamires Ferreira
Tamires Ferreira

Tamires Ferreira é jornalista formada pela Fiam-Faam e tem como experiência a produção em TV, sites e redes sociais, além de reportagens especiais. Atualmente é redatora de Hard News no Olhar Digital.

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