A chegada do frio normalmente vem acompanhada de resfriados, crises alérgicas e de rinite. O uso de descongestionantes nasais fornece um alívio imediato às obstruções tão incômodas nesse período. Mas, cuidado! Quando usado por mais de cinco dias contínuos, a alternativa perde força e leva a um aumento da dosagem, o que pode viciar.

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Por que isso acontece?

  • O efeito viciante acontece por causa da taquifilaxia.
  • Ela consiste em um fenômeno no qual o efeito do remédio se perde após o uso contínuo e excessivo.
  • Segundo Edwin Tamashiro, professor do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, as doses das gotas do descongestionante vão aumentando aos poucos, até que a pessoa tenha que usar um frasco inteiro para conseguir algum efeito.
gripe do tomate
Normalmente frio vem acompanhado de gripe, resfriado e congestão nasal (Imagem: shutterstock/Rido)

Qual o problema disso?

A taquifilaxia não é o único problema: o uso excessivo de medicamentos também prejudica o sistema cardiovascular.

Pessoas que têm ou já tiveram condições de saúde como hipertensão, arritmia ou infarto precisam ter ainda mais cautela ao utilizar os descongestionantes.

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Segundo Tamashiro, há diversos relatos de pacientes que faziam o uso contínuo a longo prazo e tiveram desde picos de hipertensão e até acidente vascular cerebral (AVC).

Sempre consulte um médico antes de tomar medicações (Crédito: Leszek Glasner – Shutterstock)

Então, como aliviar os sintomas?

Sim, há alternativas mais seguras para aliviar a congestão nasal. Porém, antes de tudo, Tamashiro reforça que é necessário ter um acompanhamento médico para “tratar não só os sintomas, mas também eventualmente a doença de base”.

Ele comenta o uso de corticoides nasais na forma de spray e principalmente a lavagem do nariz com soro fisiológico.

Diferentemente desses descongestionantes nasais de pingar no nariz, o soro fisiológico limpa as impurezas, hidrata o nariz e limpa o muco.

Edwin Tamashiro

Com informações de Jornal da USP

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