Vacina pode ser o próximo grande avanço no tratamento do câncer

Vacina contra o câncer poderá servir de aliada no tratamento dos pacientes com diferentes tipos da doença e já está sendo testada
Enfermeira com agulha de vacina aberta e gota escorrendo
Vacina para câncer e doenças cardiovasculares e autoimunes estariam perto de se tornarem realidade, segundo diretor médico da Moderna (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Pesquisadores passaram décadas procurando uma vacina para o câncer sem sucesso. Agora, eles estão realmente próximos de encontrá-la. Um estudo revelou que cientistas chegaram a um ponto crítico na pesquisa de um imunizante, que pode não prevenir a doença, mas reduz um tumor ou impede que ele retorne. A estimativa é que as doses cheguem em cinco anos.

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Vacina para o câncer

As vacinas para o câncer não são como as tradicionais: não irão prevenir a doença de surgir, mas querem diminuir os tumores e impedir que retornem.

Por enquanto, os tratamentos são experimentais em pacientes com câncer de mama e pulmão. Resultados positivos já foram registrados em pessoas com câncer de pele, melanoma e câncer pancreático.

Segundo Dr. James Gulley, um dos líderes do centro do Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos, a vacina funciona, mas eles estão tentando fazê-la funcionar melhor.

Vacina será aliada junto a outros tipos de tratamentos (Imagem: Frame Stock Footage/Shutterstock)

Como a vacina funciona?

  • Os cientistas já sabem como o câncer funciona no corpo humano e no sistema imunológico, o que foi fundamental para o desenvolvimento de outras formas de tratamento.
  • No caso da vacina em especial, o tratamento estimula o sistema imunológico a encontrar as células cancerígenas e matá-las.
  • Para isso, o imunizante deve ensinar as células T, que combatem essas células cancerígenas, a enxergarem o câncer como algo perigoso. Assim, elas podem identificá-las e combatê-las.

Testes e contratempos

Para desenvolver a vacina, os testes em pacientes voluntários são fundamentais e estão sendo realizados.

O progresso nas vacinas de tratamento tem sido um desafio. A pesquisa de imunizantes precoces estagnava quando os pacientes já estavam com o sistema imunológico muito comprometido, segundo Olja Finn, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh.

“Todos esses testes que falharam nos permitiram aprender muito”, disse Finn.

Paciente com câncer
Agora, pesquisadores estão focando em pacientes com um quadro precoce (Imagem: Ground Picture / Shutterstock)

Futuro da vacina contra o câncer

  • Finn, então, passou a focar os testes em pessoas com um quadro precoce, que ainda não estão com a saúde debilitada.
  • Ela e seu grupo planejam uma vacina para mulheres com câncer de mama não invasivo e de baixo risco.
  • Já outra médica, a Dra. Susan Domchek, diretora do Centro Basser da Penn Medicine, está realizando testes em pessoas com mutações BRCA. Esses indivíduos não têm a doença, mas a mutação aumenta o risco do câncer de mama e ovário, e a intenção é matar as células anormais antes que elas possam agir.
  • As empresas farmacêuticas Moderna e Merck também estão desenvolvendo vacinas para pacientes com melanoma, que serão personalizadas para cada paciente de acordo com as mutações do quadro.
  • Outras já estão procurando formas de funcionar de forma generalizada, para que sejam mais baratas e rápidas de serem produzidas.

Com informações de Medical Xpress

Vitoria Lopes Gomez
Vitoria Lopes Gomez

Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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