O empresário norte-americano Bryan Johnson de 45 anos – que ficou conhecido por gastar cerca de 2 milhões de dólares para voltar a ter a aparência de 18 anos – desistiu de trocar sangue com seu filho de 17 anos. Segundo ele, “nenhum benefício foi detectado”.

Seu objetivo é alcançar a aparência de 18 anos em todos os órgãos de seu corpo.

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Em seu experimento conhecido como “Projeto Blueprint”, Johnson realizou uma troca de sangue com seu filho de 17 anos e seu pai de 70. Durante o procedimento, o empresário, seu filho e pai tiveram um litro de sangue drenado para extrair glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma.

Exames de imagem e biomarcadores mostraram que seu corpo não obteve benefícios por trocar sangue com seu filho.

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A troca de plasma jovem pode ser benéfica para populações biologicamente mais velhas ou certas condições. No meu caso, não acumula benefícios além das minhas intervenções existentes.

Bryan Johnson, em tuíte.

Em relação ao procedimento com seu pai, Johnson disse que os resultados ainda estão pendentes.

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Além da transfusão de sangue, o “Projeto Blueprint” de Johnson envolve uma dieta rigorosa, exercícios, rotina de sono, e muitos exames de órgãos. Saiba mais.

Em abril, ele revelou que se alimenta apenas entre as 6h e as 11h.

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Não há evidências que transfusões sanguíneas trazem benefícios à saúde

Em 2017, a Ambrósia, startup da Califórnia, chamou a atenção para as trocas de sangue quando a empresa começou a vender transfusões de plasma de jovens por US$8.000 (R$ 38 mil). No entanto, a companhia foi fechada em 2019 após o Federal Food and Drug Administration (FDA) alertar que a prática não traz nenhum benefício à saúde.

Não há benefício clínico comprovado da infusão de plasma de doadores jovens para curar, mitigar, tratar ou prevenir essas condições, e há riscos associados ao uso de qualquer produto de plasma.

Os tratamentos com plasma de doadores jovens não passaram pelos testes rigorosos que o FDA normalmente exige para confirmar o benefício terapêutico de um produto e garantir sua segurança. Como resultado, os usos relatados desses produtos não devem ser considerados seguros ou eficazes.

Federal Food and Drug Administration.

Com informações de Fortune, New York Post e o Globo.

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