ONU: 300 milhões de pessoas fizeram uso de drogas em 2022

Segundo a ONU, a produção mais rápida, fácil e barata das drogas sintéticas tem causado o aumento expressivo de usuários
Drogas-1
Imagem: Leszek Czerwonka/Shutterstock

Uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que a produção mais rápida, fácil e barata das drogas sintéticas tem causado o aumento expressivo de usuários. O relatório indica que cerca de 300 milhões de pessoas fizeram uso de algum tipo de droga no ano de 2022. Entre elas, LSD, ecstasy, K2 e anfetaminas.

Continua após a publicidade

Leia mais

Drogas sintéticas

  • As drogas sintéticas se diferenciam das naturais, pois são manufaturadas com a utilização de produtos químicos e costumam ter uma potência maior.
  • Além disso, o nível de pureza delas pode ser controlado por seus produtores a partir de processos de refinamento.
  • O aumento no consumo gera grandes desafios sociais e econômicos, principalmente para as populações mais vulneráveis.

Mudanças na legislação brasileira

  • O caminho é a prevenção a partir de uma política de saúde de redução dos danos, afirma Marcelo da Silveira Campos, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor adjunto do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
  • Já a ideia de “combate” às drogas tornou-se ultrapassada.
  • “Como a gente sabe, de forma geral, a ideia de guerra às drogas tem o aumento das prisões. Ela se revela, no Brasil, com 30% dos homens e 55% de todas as mulheres presas por drogas”, comenta. 
  • O professor questiona também a quem a lei é aplicada no país.
  • “A gente sabe que as classes alta e média usam e abusam do uso de drogas. Elas também comercializam essas drogas, mas elas nunca vão presas por isso”.
  • Outro problema, segundo Marcelo, é que a atual lei de drogas não apresenta nenhuma quantidade de porte de drogas para diferenciar usuário de traficante.
  • Por isso, ele defende a descriminalização das drogas, para que a questão passasse a ser tratada como de saúde pública e não criminal.

Um problema de saúde pública

  • E é justamente a questão de saúde pública que representa outro desafio.
  • João Paulo Lotufo, coordenador do projeto antitabágico do Hospital Universitário da USP, explica que as drogas sintéticas podem produzir alucinações por estimular ou deprimir o sistema nervoso central.
  • “O grande problema é que quando se consome uma droga vendida por aí, não se pode ter certeza de que você está comprando exatamente o que dizem estar vendendo”, alerta o especialista.
  • As drogas sintéticas podem afetar o cérebro de diferentes maneiras, variando de acordo com a substância utilizada, podendo gerar graves consequências a longo prazo.

Com informações de Jornal da USP.

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

Gostou? Compartilhe! Ajude mais pessoas a ficarem informadas.
Prefira o OD no Google
Ícone Whatsapp Ícone Whatsapp Ícone Instagram Ícone Facebook Ícone Linkedin Ícone Telegram Ícone Email