Conforme balanço divulgado pelo Ministério do Interior para a TV estatal, subiu para 1.037 o número de mortes causadas pelo forte terremoto que atingiu o Marrocos na noite de sexta-feira (8). A quantidade de feridos também continua crescendo: agora são 1.200. 

O que aconteceu? 

  • Um forte terremoto de magnitude 6,8 atingiu o Marrocos por volta das 19h30 (de Brasília) na sexta-feira (8) — alguns veículos, como a Reuters, apontam para uma magnitude ainda maior, alcançando 7,2; 
  • A uma profundidade de 18,5 km, ele destruiu desde aldeias nas montanhas do Atlas até edifícios na cidade histórica de Marrakesh — uma das mais importantes do país;    
  • O tremor durou cerca de 15 segundos;  
  • Até a manhã deste sábado (9), 820 pessoas haviam morrido e outras 672 estavam feridas (mais de 200 em estado grave);  
  • Uma autoridade local disse que a maioria das mortes ocorreu em áreas montanhosas de difícil acesso;  
  • Um segundo tremor, de 4,9 de magnitude, ocorreu aproximadamente 15 minutos depois, informaram as agências internacionais de notícias. 

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Autoridades pontuam que o número de mortes e feridos não é definitivo e, conforme as buscas, pode aumentar. Segundo informações do G1, o Itamaraty destacou que até o momento não há notícias de brasileiros mortos ou feridos. 

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O epicentro do sismo veio do alto das montanhas do Atlas, 70 km ao sul de Marrakesh, explicando a concentração de vítimas na região. As províncias mais atingidas foram Al Haouz, Ouarzazate, Marrakesh, Azilal, Chichaoua e Taroudant.   

O tremor também foi sentido em outros países: relatos em veículos de imprensa apontam para Portugal, Espanha e Argélia. Saiba mais detalhes aqui!

Terremotos no Marrocos 

Vale lembrar que terremotos no Marrocos são comuns devido à sua localização entre as placas africana e euroasiática. Em 2004, um tremor matou pelo menos 628 pessoas em Alhucemas, no nordeste do país. Em 1980, outro sismo de 7,3 de magnitude afetou a Argélia, sendo um dos mais destrutivos. 

O último terremoto que mais causou vítimas aconteceu em 1960: estima-se que o tremor tenha matado pelo menos 12 mil pessoas, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS).  

A ONU disse em comunicado que a Organização está “pronta para ajudar o governo do Marrocos nos seus esforços para auxiliar a população afetada”. 

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