As inúmeras aplicações da IA podem servir para o bem e para o mal e a prova disso é que, apesar de a tecnologia ajudar em tarefas simples e corriqueiras, também pode ser usada para aplicar golpes online. Desde a popularização do ChatGPT, cibercriminosos exploram uma forma de se aproveitar das ferramentas a seu favor, criando novos chatbots que podem melhorar mensagens de phishing ou deepfakes, por exemplo.

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IA na aplicação de golpes

  • As inúmeras funções da IA não foram só exploradas por especialistas de tecnologia ou pessoas querendo conhecer novas ferramentas. Cibercriminosos também estão tentando achar formas de fazê-la trabalhar a seu favor.
  • Um exemplo disso é como alguns já chegaram a solicitar ao ChatGPT que identificasse erros em códigos de programação, para hackeá-los, ou criasse códigos virulentos do zero.
  • Ainda, alguns cibercriminosos foram além e criaram seus próprios chatbots de IA para ajudar no crime. É o caso do FraudGPT e do WormGPT.
  • Obviamente, as ferramentas de chatbot, como o próprio ChatGPT, não permitem que isso aconteça, mas em alguns casos a IA já foi driblada.
  • Ainda, especialistas que falaram à Agence France Press disseram que não é tão simples burlar a tecnologia, mas que ela pode servir como um guia para pessoas menos avançadas na área de programação e ajudá-as, mesmo que sem querer.
Phishing já era comum antes da IA, mas tecnologia pode ajudar na qualidade das mensagens (Imagem: JLStock/ Shutterstock)

Phishing

Uma das formas mais comuns de golpes online é o phishing, que consiste em mensagens de golpistas se passando por outras pessoas, empresas ou instituições. As mensagens têm links que redirecionam a vítima a sites fraudulentos ou com vírus.

Uma das características mais comuns do phishing é que as abordagens normalmente contam com erros de ortografia, pontuação ou linguagem fora do padrão da instituição. É ai que a IA está entrando: usando chatbots, os criminosos podem solicitar que a tecnologia crie mensagens mais claras e sem erros, dificultando a identificação de fraudes.

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Segundo Gerome Billois, da empresa de consultoria Wavestone, à AFP, a IA está acelerando o ritmo dos ataques. Só em 2022, o FBI recebeu mais de 300 mil reclamações de phishing nos Estados Unidos, o que pode aumentar ainda mais este ano, com a popularização das ferramentas.

Montagem com cabeças de bonecos sobrepostos por linhas de chip
Deepfake também se popularizou com IA e é uma preocupação inclusive nas próximas eleições (Imagem: Reprodução/Kapersky)

Deepfakes

A deepfake é outra forma de aplicar golpes online. A prática consiste em recriar a imagem ou a voz de uma pessoa usando poucas amostras, como fotos e áudios. Com isso, é possível se passar por alguém pedindo dinheiro e transferências bancárias.

Golpes nesse sentido já se tornaram comuns e inclusive influenciadores brasileiros já caíram (o Olhar Digital falou sobre um desses casos aqui).

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