No início da noite de segunda-feira (18), às 18h48 (pelo horário de Brasília), um meteoro foi flagrado por uma câmera de monitoramento em Juiz de Fora (MG). Embora este seja o único registro divulgado, o projeto Tempo e Clima JF afirma, em resposta a um seguidor no Instagram, que tiveram outros eventos semelhantes no mesmo dia.

Não há informações adicionais sobre o episódio registrado – nem em relação aos demais eventos que a plataforma diz ter havido na data.

Asteroides, meteoroides e cometas orbitam o Sol em uma velocidade altíssima. Algo entre 40 mil e 266 mil quilômetros por hora. Quando atingem a atmosfera da Terra nessa velocidade, mesmo fragmentos tão pequenos quanto um grão de areia são capazes de aquecer instantaneamente os gases atmosféricos, gerando um fenômeno luminoso, que é o que os astrônomos chamam de meteoro. 

Assim, os meteoros nada mais são do que esses eventos luminosos. Meteoro não é sólido, não é líquido nem gasoso, é apenas luz. Popularmente, também é chamado de “estrela cadente”.

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Eventos imprevisíveis

Como a maioria dos meteoros é gerada por minúsculos fragmentos de rocha, não é possível prever quando e onde poderemos vê-los. No entanto, há algumas épocas do ano em que as nossas chances de observá-los aumentam consideravelmente. 

São as chamadas chuvas de meteoros, que ocorrem quando a Terra passa por uma região do Sistema Solar repleta de fragmentos deixados por algum cometa ou asteroide. Quando a Terra atravessa essa trilha, eles atingem a atmosfera, gerando dezenas ou até centenas de meteoros em uma única noite – um espetáculo de encher os olhos.

Chuva de meteoros Perseidas fotografada em 2012, em Warrensburg, Missouri, EUA. Crédito: Fred Bruenjes – APOD/NASA

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Tipos de meteoro

De maneira geral, quanto maior o objeto, mais luminoso será o meteoro. E quando sua luminosidade supera o brilho de Vênus, o meteoro é comumente chamado de fireball – ou bola de fogo

Algumas vezes, dependendo também da velocidade e do ângulo de entrada, o meteoroide ou asteroide é grande o suficiente para atingir as camadas mais densas da atmosfera. Nesses casos, além de formar uma bola de fogo mais espetacular, o meteoro geralmente termina com um evento explosivo. 

Esse tipo de meteoro também é chamado de bólido, e na crença popular, também é associado ao “fim  dos tempos”, “Jesus voltando” e outras profecias apocalípticas.

Se o objeto for realmente grande, além de gerar um bólido, ele pode resistir à passagem atmosférica e chegar ao solo. Os resquícios sobreviventes são chamados de meteoritos. 

Maior rocha espacial que já caiu na Terra, conhecida como meteorito Hoba. Imagem: Eugen Zibiso – Creative Commons

Análises de meteoritos são a forma mais barata de se estudar as rochas espaciais e ajudar a contar a história da formação do Sistema Solar.

A principal característica dos meteoritos mais comuns – os chamados condritos – é a presença de côndrulos em seu interior, que são minúsculas esferas de minerais e metais. A formação de condritos se dá a partir do resfriamento e aglutinação das gotículas de material derretido pelo calor da supernova que deu origem ao Sistema Solar. 

Isso quer dizer que quando um meteorito chega ao solo ele pode trazer consigo 4,6 bilhões de anos da nossa história.

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