A General Motors tem pelo menos 20 milhões de veículos construídos com uma peça de airbag potencialmente perigosa. Segundo o governo norte-americano, os equipamentos deveriam passar por manutenção, conforme informou o Wall Street Journal.

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Recall dos airbags da GM pode ser um dos maiores já registrados

  • Com isso, a empresa pode ter que fazer um recall de cerca de 52 milhões de airbags projetados pela fornecedora ARC Automotive;
  • A Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário dos EUA (NHTSA) ainda não divulgou a quantia total de veículos ou modelos afetados pelo recall;
  • Nesta semana a NHTSA realizou uma reunião pública sobre sua determinação de que as peças de airbags devem ser recolhidas;
  • Conforme divulgou o WSJ, esse recall tem potencial para ficar entre os maiores já registrados na história dos EUA;
  • Após a audiência pública, as ações da GM sofreram uma queda de 2,4%.

Em abril, a agência reguladora de segurança de transportes do país enviou uma carta para a ARC, fornecedora dos airbags da GM, exigindo o recolhimento das peças potencialmente perigosas.

Inicialmente, a ARC negou o pedido regulamentar, afirmando que realizou extensos testes de campo que não apresentaram nenhum defeito e que as rupturas dos airbags que ocorreram foram casos isolados.

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Com isso, a NHTSA precisou agendar uma audiência sobre a situação para ordenar formalmente o recall das peças.

Da mesma forma, nenhum fabricante de veículos que utiliza estes infladores determinou que existe um defeito sistêmico relacionado à segurança.

Steve Gold, vice-presidente de integridade de produto da ARC, em audiência realizada nesta quinta-feira.

Além da GM, há outras 11 montadoras que contam com os airbags ARC citados na ação da NHTSA, como Ford, Volkswagen, Toyota e Hyundai. As empresas terão até o final do ano para apresentar respostas sobre o assunto.

Como relata a CNBC, a GM já realizou o recall de cerca de 1 milhão de veículos por causa do problema com airbags. Após a audiência, a montadora disse que “as evidências e dados apresentados pela NHTSA até o momento não fornecem base para qualquer recall” além dos já realizados.

A empresa também declarou que está desenvolvendo uma solução para os veículos recolhidos.

A GM continuará a trabalhar em colaboração com a NHTSA, outros fabricantes e a ARC para monitorar e investigar o desempenho e a segurança a longo prazo dos infladores de airbag ARC.

GM, em comunicado.

O que está acontecendo?

Os insufladores destes airbags podem explodir num acidente, segundo a NHTSA, que cita sete casos nos Estados Unidos, outro no Canadá e um na Turquia. Em dois casos, os motoristas morreram e, em outros, houve feridos. É o que destaca a CNN.

A mãe de Jacob Tarvis foi uma das vítimas. Marlene Beaudoin dirigia seu Chevy Traverse 2015 em um passeio em 2021. O airbag explodiu em uma colisão, causando cortes e hematomas em seu rosto e ombros.

“A explosão foi tão forte que explodiu o volante, destruiu a coluna de direção, e enviou um pedaço de metal fragmentado e irregular de aproximadamente 2 centímetros de diâmetro na nuca dela.” A mãe dele não resistiu ao ferimento e faleceu. O depoimento de Jacob Tarvis veio em reunião com a NHTSA.