A guerra entre Israel e o grupo extremista islâmico Hamas pressiona as cotações internacionais do petróleo. Mas Petrobras e analistas dizem que ainda é cedo para avaliar o impacto sobre o mercado e suas consequências sobre os preços dos combustíveis no Brasil, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
Para quem tem pressa:
- O conflito entre Israel e o grupo extremista islâmico Hamas pressiona as cotações internacionais do petróleo;
- No entanto, a Petrobras e analistas afirmam que é cedo para avaliar o impacto real desse cenário no mercado e nos preços dos combustíveis no Brasil;
- O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, vê o conflito como “mais um evento de volatilidade” sobre os preços – e afirma que a empresa tentará mitigar essa volatilidade;
- Na segunda-feira (09), o preço do petróleo aumentou 4% devido aos ataques do Hamas a Israel – o maior aumento em seis meses;
- O conflito pode envolver EUA e Irã, este último sendo uma fonte significativa de petróleo adicional em 2023. Sanções dos EUA a Teerã podem restringir essas exportações;
- Analistas acreditam que o impacto global a longo prazo do conflito nos preços do petróleo será limitado.
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que “é mais um evento de volatilidade [sobre os preços]”. Ele acrescentou:
Vamos acompanhar, tentando mitigar a volatilidade para manter os preços mais ou menos estáveis.
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Impactos da guerra em Israel no petróleo

Na segunda-feira (09), o preço do petróleo aumentou 4% em meio ao conflito desencadeado pelos ataques do grupo palestino Hamas a Israel. Essa variação representa o maior aumento nominal em seis meses, de acordo com a Dow Jones Newswire.
O aumento nos preços após os ataques acrescentou uma nova onda de volatilidade a um mercado que já vinha sofrendo oscilações consideráveis no último mês. A subida dos principais indicadores do mercado de petróleo na segunda sinaliza crescentes preocupações com a oferta restrita.
Embora o papel de Israel no fornecimento global de petróleo seja mínimo, o conflito em questão ameaça envolver tanto os EUA quanto o Irã.
Este último se tornou uma fonte significativa de petróleo adicional em 2023, aliviando as pressões do mercado. No entanto, um aumento nas sanções estadunidenses a Teerã, capital do Irã, poderia restringir essas exportações.
As hostilidades em curso reduzem as expectativas de que a Arábia Saudita reduza ou elimine suas restrições de produção de um milhão de barris por dia, afirmam os analistas do Citigroup Inc., Ed Morse e Eric Lee. Também aumenta o risco de um possível ataque de Israel ao Irã.
Apesar disso, analistas do Morgan Stanley acreditam que o impacto do conflito será limitado. No momento, não se espera repercussões em outros países, o que significa que haverá um impacto fraco e de longo prazo sobre os preços do petróleo bruto.
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.