As autoridades dos Estados Unidos investigam a origem de uma doença que está se espalhando rapidamente em cães no país. Até agora, centenas de animais já adoeceram, apresentando sinais de uma misteriosa infecção respiratória.

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Infecção respiratória dura mais do que o normal

  • Desde o mês de agosto, o Departamento de Agricultura do Oregon (ODA) recebeu mais de 200 relatos de cachorros doentes.
  • Os casos também foram identificados em outros estados, como Colorado, Illinois, New Hampshire e Nevada.
  • A doença causa sintomas semelhantes à tosse do canil, como secreção nasal, febre, letargia, perda de apetite ou tosse.
  • Mas segundo os veterinários, ela pode durar mais do que as oito semanas típicas das infecções respiratórias caninas conhecidas.
  • Ainda de acordo com os especialistas, raramente a doença progride para pneumonia aguda, mas em alguns casos extremos, levou à morte.
  • As autoridades, no entanto, não informaram quantos óbitos foram confirmados.
  • As informações são da ScienceAlert.
Centenas de casos em cães já foram confirmados (Imagem: Sergii Blinov/Shutterstock)

Origem da doença é estudada

Ainda não está claro se todos os casos relatados têm o mesmo patógeno contagioso e se a doença é causada por um vírus ou bactéria. De acordo com autoridades do Oregon, os antibióticos não são eficazes contra ela, o que pode indicar uma mutação.

Apesar de não se conhecer exatamente qual a origem da doença, especialistas dizem que não é preciso ter pânico e pedem cautela. Isso porque a maioria dos cães saudáveis e totalmente vacinados está apresentando sintomas leves e se recuperando bem.

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As recomendações para os donos dos pets é que evitem reuniões de cães. Além disso, os tutores devem deixar os animais longe de recipientes de água comuns, parques, lojas ou restaurantes. Em caso de sintomas estranhos, deve-se procurar um veterinário urgentemente.

Pesquisadores estão analisando a infecção respiratória há cerca de um ano. Atualmente, estão em fase de testes de amostras de todo o país para determinar se esses casos têm a mesma origem. Uma das teorias é que o surto recente se deve a algum tipo de mutação genética que aumentou a virulência do micróbio entre os caninos. Aparentemente, não há qualquer risco de transmissão para humanos.