Uma substância no mar está causando a morte de centenas de animais marinhos na costa da Califórnia, EUA. Golfinhos e leões-marinhos estão morrendo em decorrência de intoxicação alimentar causada por ácido domoico, neurotoxina produzida por algas.

Como parte da cadeia alimentar, essas algas são consumidas por peixes, que fazem parte da alimentação de animais, como leões-marinhos e golfinhos principais vítimas desse surto. “É de partir o coração, para dizer o mínimo”, diz Christ, membro do Instituto de Vida Selvagem e Marinha das Ilhas do Canal (CIMWI), localizado no condado de Ventura.

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Tivemos um surto muito intenso no ano passado, mas este ano foi muito pior do que qualquer coisa que vi em 35 anos de trabalho com mamíferos marinhos.

Sam Dover, diretor executivo e cofundador do CIMWI

O CIMWI publicou nota em seu site oficial explicando como essa substância está causando a mortalidade de mamíferos marinhos.

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  • Segundo o instituto, há grande floração de algas nocivas na costa dos condados de Santa Bárbara e Ventura;
  • O ácido domoico (DA) é uma neurotoxina produzida pelo fitoplâncton que está subindo na cadeia alimentar;
  • Essa toxina se bioacumula nos peixes que comem algas contaminadas com essa substância;
  • Como consequência, os mamíferos marinhos que comem peixes contendo a toxina têm envenenamento por ácido domoico causando altas taxas de mortalidade.

Efeitos da toxina

Quando animais, como os leões-marinhos, ingerem o ácido domoico, eles podem sofrer efeitos neurológicos, o que explicaria o comportamento estranho dos animais nas margens oceânicas. “Eles basicamente não sabem que são leões-marinhos. Não sabem onde estão ou o que estão fazendo”, explica Ken Hughes.

Diversas teorias circulam sobre a expansão dessa substância na nova geração de algas marinhas e vão desde o aumento das temperaturas causado pelas mudanças climáticas até a relação com a agricultura.

“As algas normalmente vêm de áreas com resíduos agrícolas”, afirma Sam Dover. “Este ano choveu muito na Califórnia, então há mais resíduos agrícolas de todo o Estado, não apenas das regiões locais.”

Nas últimas semanas, mais de 110 mortes de golfinhos foram registradas em regiões monitoradas pelo CIMWI.

Tratamento

Os especialistas do CIMWI afirmam que os animais mais jovens têm mais chances de sobreviver à intoxicação porque ingerem menos peixe contaminado que os animais mais velhos. “Estamos conseguindo remover o ácido domoico dos corpos dos jovens”, explica Dover.

Confira o vídeo sobre os resgates publicado pelo instituto:

Com informações de UOL

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