Uma nova pesquisa descobriu como melhorar o diagnóstico de lesões no músculo cardíaco usando exame de sangue de alta sensibilidade. Um em cada cinco casos foram detectados e podem ajudar a reduzir as chances de futuros ataques cardíacos em 10% depois de cinco anos da lesão.

Exame de sangue para ataques cardíacos

O exame de sangue em questão mede a troponina, proteína liberada no sangue após lesão no músculo cardíaco, que pode ter vindo de doenças no coração, problemas com válvulas, arritmias e insuficiência cardíaca.

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Já existem diferentes exames que indicam essa proteína no sangue como forma de diagnosticar problemas cardíacos, mas o novo método tem precisão maior em níveis muito baixos da troponina.

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Testes

  • Segundo o Medical Xpress, para testar a aplicação do exame de sangue, os pesquisadores estudaram resultados de quase 50 mil pacientes que chegaram a dez ambulatórios na Escócia com suspeita de ataque cardíaco entre 2013 e 2016;
  • Eles monitoraram os registros de saúde dessas pessoas durante os cinco anos seguintes;
  • O teste mostrou que mais de dez mil pacientes tinham níveis elevados de troponina, indicando lesão cardíaca. Desses, em um em cada cinco só foi possível detectar a partir do novo exame de sangue;
  • Ainda, com a aplicação do método, não só é possível identificar os casos de lesão, mas, também, prevenir para casos futuros: com o uso, houve queda de 10% em internações e mortes hospitalares nos cinco anos seguintes por problemas cardíacos em comparação com quem não fez o exame de alta sensibilidade.

Imagem de homem com a mão sobre o peito sobreposta por desenho de linha de batimentos cardíacos
Imagem: Hriana/Shutterstock

Aplicações para prevenir problemas cardíacos

Alguns dos testes já foram implementados em departamentos de emergência ao redor do Reino Unido. Com isso, os pesquisadores esperam ajudar na detecção de mais doenças cardíacas e melhorar o tratamento.

No passado, os médicos poderiam ter sido falsamente tranquilizados pelos resultados do teste de troponina menos sensível, dando alta a pacientes que pareciam não ter doença cardíaca. Este novo teste de alta sensibilidade é a ferramenta que precisavam, levando-os a olhar mais profundamente e ajudando-os para identificar e tratar ataques cardíacos e problemas cardíacos menos óbvios.

Dr. Ken Lee, clínico professor de cardiologia na Universidade de Edimburgo (Suécia)