Siga o Olhar Digital no Google Discover
Você já parou para pensar em como serão os computadores do futuro? Com a tecnologia quântica, eles poderiam processar dados de uma maneira até então inconcebível. Pesquisadores do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Unicamp desenvolveram um sistema que pode tornar a existência de algo assim um pouco mais concreta.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
O novo dispositivo facilita a transmissão de informações entre os computadores quânticos, tarefa que atualmente é um desafio.
O desafio dos computadores quânticos
- Sistemas quânticos usam qubits em vez de bits, como os computadores tradicionais. Os qubits podem representar simultaneamente 0 e 1, aumentando a velocidade de cálculos.
- Eles podem ser baseados em várias partículas, como fótons, íons ou átomos, e para utilizá-los é preciso manter uma frequência de ondas muito específicas e sensíveis.
- Para trabalhar com um sistema assim, é preciso operar em temperaturas extremamente baixas, algo em torno de -273ºC. Mesmo as pequenas variações podem resultar na perda de dados.
- Realizar trocas de informações entre os sistemas é um desafio, já que os dados precisam ser decodificados em frequências maiores — compatíveis com fibras ópticas, por exemplo.
Leia mais:
- Novo modelo promete revolucionar computação quântica; entenda
- O que é um computador quântico e como ele funciona?
- Windows 11: como alterar o idioma do sistema operacional
A solução para o problema de transferência de dados
Os cientistas desenvolveram um dispositivo que facilita a transmissão de informações entre sistemas quânticos. Especificamente, um ressonador de silício minúsculo, com 250 nanômetros de espessura, capaz de controlar mudanças de frequência e dissipação de luz.
Basicamente, o aparelho dá mais controle sobre o fluxo de energia do sistema, facilitando a comunicação entre diferentes computadores quânticos. O doutorando Pedro Pinho, envolvido no estudo, explicou o que a criação permite na prática:
Tendo obtido a capacidade de aumentar a eficiência desses processos, em um sistema correto, torna-se possível escrever e ler informações quânticas de maneira extremamente eficiente.
Pedro Pinho, em entrevista para o Jornal da Unicamp.
Na opinião da equipe de pesquisa, quanto mais cientistas de diferentes áreas tiverem acesso ao conhecimento sobre mecânica quântica, maior será a chance de surgirem outras inovações. Eles também destacam que, apesar de ser um caminho desafiador, as descobertas ao longo do percurso são fundamentais para o resultado final.