Pela primeira vez desde a ascensão do setor elétrico, motoristas estadunidenses compraram um milhão de carros elétricos em 2023. Já no mundo inteiro foram mais de 14 milhões de unidades vendidas. Os dados vêm da pesquisa de sustentabilidade BloombergNEF e mostram que, ao contrário de algumas perspectivas pessimistas, a tendência da eletrificação não passou.

Perspectivas pessimistas

  • Algumas pesquisas de mercado de 2023 estimaram que a procura por modelos elétricos diminuiria;
  • Uma pesquisa de mercado da TrendForce, de setembro deste ano, revelou que a demanda cairia e que essa desaceleração já havia provocado a diminuição do preço das baterias;
  • Já segundo a Reuters, em novembro, a tendência de alta no setor elétrico na Europa não deveria se manter a longo prazo e isso era algo que já preocupava montadoras, como Tesla, Volkswagen e Mercedes-Benz;
  • A Ford e a General Motors (GM) foram outras que perderam parte da esperança. De acordo com o InsideEVs, elas cortaram gastos nos veículos elétricos como resposta ao “apetite do consumidor”.

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Carros elétricos carregando
Imagem: Frimufilms/Freepik

Cenário dos veículos elétricos

No entanto, apesar de não ser possível prever o futuro do setor, nem tudo é negativo. A pesquisa da BloombergNEF mostrou ainda que, além dos um milhão de carros elétricos vendidos nos Estados Unidos, foram cerca de 14,2 milhões elétricos e híbridos vendidos mundialmente. Isso significa aumento de 35% em relação ao ano passado.

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Os dados mostram que o setor está em alta, já que, em 2020, foram 250 mil unidades vendidas nos EUA, apenas um quarto do número atual. Além disso, a pesquisa mostra que os veículos a combustão tiveram seu pico de consumidores em 2017 e, desde então, estão em queda.