A Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO), a agência espacial da Índia, anunciou de surpresa, no último dia 4 de dezembro, que retirou o módulo de propulsão da missão Chandrayaan-3 da órbita Lunar e que agora encontra-se acima da Terra, para uma missão bônus. O experimento tem como objetivo demonstrar tecnologias que ajudarão cientistas indianos a trazerem amostras da Lua para a Terra no futuro.

  • O módulo de propulsão possui um formato de caixa, sendo alimentado por painéis solares;
  • De acordo com comunicado, sua sobrevivência na órbita da Terra agora acontece com o restante do combustível;
  • O módulo de pouso deverá realizar uma volta em torno da Terra a cada duas semanas.

Entre julho e agosto, o módulo de propulsão da Chandrayaan-3 realizou sua principal tarefa ao colocar o módulo de pouso Vikram e o rover Pragyan em órbita estreita em torno da Lua para aterrissagem no polo sul lunar em 24 de agosto. Depois disso, ele foi colocado em uma órbita mais alta, onde realizou experimentos em busca de exoplanetas semelhantes à Terra.

Cerca de um mês após suas operações primárias, o módulo ainda contava com cerca de 100 quilos de combustível e todos os objetivos principais haviam sido alcançados. Então a ISRO decidiu trazê-lo de volta à Terra.

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Retorno a Terra

No início de outubro, o módulo subiu ainda mais sua órbita, de 150 quilômetros acima da superfície lunar, para 5 mil.  Antes de iniciar sua viagem de volta, a espaçonave realizou quatro voltas em torno da Lua para pegar impulso.

Em comunicado, a ISRO apontou que no dia 22 de novembro o módulo de propulsão atingiu seu ponto mais próximo da Terra, a cerca de 154 mil quilômetros acima da superfície, alto o suficiente para representar ameaça a qualquer satélite operacional.

A ISRO ainda não divulgou o destino da espaçonave depois que seu combustível acabar, mas aponta que os objetivos da missão Chandrayaan-3 foram todos alcançados.