Quando o sol se põe e a escuridão surge, o que acontece com aqueles que continuam acordados? Esse é foco da nova mostra do Cinema USP Paulo Emílio (CINUSP), intitulada “Uma Noite Não É Nada”, em cartaz até 22 de novembro.

A mostra reúne 21 longas-metragens de diferentes épocas e países que exploram histórias que se passam durante o período noturno.

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Segundo a equipe do CINUSP, a noite convida o espectador a mergulhar na escuridão e experimentar as narrativas de personagens que vivem entre o silêncio, a luz e a sombra.

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Na programação, há filmes que abordam dilemas existenciais, relacionamentos amorosos, aventuras urbanas, tabus sociais e referências à própria arte cinematográfica. Confira abaixo!

Tijolo e Espelho (1964)

Durante o longa do diretor Ebrahim Golesta, é apresentado o dilema de um casal que se confronta com a decisão de manter ou se livrar de um bebê abandonado no banco de trás do táxi do protagonista, após uma corrida noturna.

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Eu Sei Que Vou Te Amar (1986) e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966)

Arnaldo Jabor envolve questões do relacionamento de um casal em sua trama, que, recém-terminado, ainda evoca questões e emoções do passado dos personagens.

Essa temática reaparece em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1966), clássico do cinema estadunidense dirigido pelo então estreante Mike Nichols.

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Depois de Horas (1985)

A comédia que explora a noite nova-iorquina foi dirigida por Martin Scorsese. No entanto, o sucesso do filme inspirou obras como “Bom Comportamento” (2017) dos irmãos Benny e Josh Safdie, que acompanha Robert Pattinson em uma Nova York turbulenta.

Títulos que referenciam a mostra

Outros longas apresentados na mostra referenciam a noite, inclusive nos próprios títulos.

Michelangelo Antonioni dirigiu o angustiante italiano “A Noite” (1961), Makoto Wada dirigiu o enérgico japonês “Até a Meia-Noite” (1999), e Chantal Akerman dirigiu o sentimental belga “Toda Uma Noite” (1982), trazendo a temática já em seus nomes.

Simone Barbès ou a Virtude (1980)

Por outro lado, tabus da sociedade também são abordados na vida noturna, como evidenciado no longa, dirigido pela francesa Marie-Claude Treilhou. O filme apresenta o cotidiano de uma lanterninha de cinema pornô e suas interações com os visitantes.

Adeus, Dragon Inn (2003) e A Estalagem do Dragão (1967)

Tsai Ming-Liang, cineasta taiwanês, explora o cinema em “Adeus, Dragon Inn” (2003). O filme acompanha a última sessão de um cinema decadente em Taipei, onde os personagens assistem ao clássico das artes marciais “A Estalagem do Dragão” (1967), de King Hu, remontando ao período imperial chinês.

O filme assistido pelos personagens, aliás, também será exibido.

CINUSP Paulo Emílio
(Imagem: CINUSP / Paulo Emílio / Reprodução)

Noitão em 4K

Em meio a tantos breus cinematográficos, o CINUSP preparou um Noitão em 4K com o tema de John Carpenter, diretor de diversas obras. Sendo assim, serão exibidos cinco filmes no dia 15, sexta-feira:

  • A Bruma Assassina (1980)
  • Assalto à 13ª DP (1976)
  • Enigma de Outro Mundo (1982)
  • Fuga de Nova York (1981)
  • Halloween — A Noite do Terror (1978)

Uma Noite Não É Nada segue com a exibição do filme francês “Ascensor para o Cadafalso” (1958), de Louis Malle, o estadunidense “Mikey e Nicky” (1976), de Elaine May, e “Festa” (1989), do paulistano Ugo Giorgetti.

O filme “Os Rapazes da Banda” (1970), de William Friedkin, que marcou o cinema LGBTQIA+ estadunidense, e o thriller de Michael Mann “Colateral” (2004), por fim, completam a programação da mostra.

Os protagonistas desses filmes estão diante de um mundo fora do ordinário, em que as normas diurnas se tornam difusas e coisas incomuns podem acontecer.

Equipe do CINUSP sobre os longas.

Informações do CINUSP

  • Data: 22 de dezembro
  • Locais: Sala Paulo Emilio (Rua do Anfiteatro, 181, na Cidade Universitária, São Paulo) e Sala Maria Antonia (Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque)
  • Valor: Gratuito