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Uma patente que concede exclusividade na exploração de uma classe de compostos com potencial anti-inflamatório e menos efeitos colaterais foi desenvolvida pela pesquisadora da USP Flávia Carla Meotti.
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O estudo realizou uma triagem virtual e selecionou algumas substâncias que podem inibir a enzima mieloperoxidase (MPO), responsável pela reação inflamatória, com mais eficácia.
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Anti-inflamatório com menos efeitos colaterais
Nosso corpo encontra formas de tornar a recuperação de determinada ferida ou infecção mais rápida e efetiva. A inflamação é uma consequência dessa reação de defesa. No entanto, se o mecanismo for muito intenso, pode levar à morte. Por isso, surge a necessidade dos anti-inflamatórios.
Atualmente os compostos com essa função podem atacar mais enzimas do que o necessário, causando efeitos colaterais. Ao contrário disso, as novas substâncias encontradas pela pesquisa são mais certeiras nos alvos, evitando inibir outras enzimas. Além disso, o composto mostrou ter uma capacidade anti-inflamatória superior a outros muito usados, como o ácido mefenâmico.
Seleção de compostos
- O estudo realizou uma triagem digital para selecionar os compostos.
- Após uma seleção inicial, os compostos foram testados com a enzima MPO isolada.
- Aqueles que conseguiram inibi-la também passaram por testes com células de sangue.
- Ao final da seleção, os quatro melhores compostos foram testados em camundongos com gota — doença que causa inflamações nas articulações.
Flavia conta ao Jornal da USP que a capacidade de inibir a MPO é muito interessante para combater inflamação crônica, já que “está exclusivamente presente na inflamação e não participa de outros processos fisiológicos”. Essa enzima também está relacionada a doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
Próximos passos
Para avançar no estudo e levar a patente ao mercado, ainda são necessários diversos testes sobre a absorção oral, presença no sangue, efeitos em indivíduos saudáveis e eficácia na redução da inflamação. A pesquisadora enfatiza a necessidade de parcerias com indústrias para financiar a realização de mais experimentos.
A patente foi desenvolvida para abranger uma classe química do composto. Isso permite que, em caso de falhas nos testes, ajustes moleculares possam ser feitos e concede o direito de invenção para qualquer composto derivado do original.