Viagens interestelares são tarefas incrivelmente difíceis devido às vastas distâncias e velocidades necessárias. O sistema estelar mais próximo ao nosso, Alpha Centauri, está a mais de quatro anos-luz de distância e, a menos que haja grande descoberta tecnológica, a humanidade teria que confiar em métodos lentos de exploração espacial. Pesquisadores recentemente destacaram outro desafio nas viagens interestelares: os blackouts de comunicação.

Um grande problema é que a luz em si só pode viajar em uma velocidade finita. Embora isso não seja problema significativo para a comunicação perto da Terra, torna-se mais desafiador para comunicações de longa distância.

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Por exemplo, mensagens enviadas para Marte levam minutos para chegar, enquanto aquelas enviadas para os planetas exteriores podem levar horas. Portanto, se uma espaçonave fosse enviada para um sistema estelar a anos-luz de distância, qualquer comunicação levaria anos para chegar à espaçonave.

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  • A relatividade especial também apresenta um desafio;
  • Relógios não estão sincronizados em todo o Universo e viajantes em uma espaçonave se movendo próximo à velocidade da luz experimentariam dilatação do tempo, onde o tempo fluiria mais lentamente para eles em comparação com as pessoas na Terra;
  • Esse efeito já é levado em consideração para sincronizar os sinais de satélite GPS;
  • No contexto das viagens interestelares, essa dilatação do tempo introduziria dificuldades na coordenação das mensagens, exigindo cálculos matemáticos complexos.

Além disso, segundo o Space.com, espaçonaves viajando próximo à velocidade da luz enfrentariam períodos severos de blackout de comunicação. Assumindo aceleração constante, um horizonte de eventos seria criado, onde as mensagens da Terra eventualmente chegariam à espaçonave, mas com atraso significativo de tempo. Se a mensagem fosse enviada tarde demais, ela nunca chegaria, pois a espaçonave estaria constantemente se afastando do sinal. Isso resultaria em um blackout de sinais da Terra.

Em outro cenário hipotético, uma espaçonave aceleraria constantemente e, em seguida, desaceleraria no meio de sua jornada para chegar a um destino distante. Nesse caso, a espaçonave pararia de receber mensagens da Terra após certo tempo, pois os sinais só chegariam a ela uma vez que atingisse seu destino e parasse de se mover.

No entanto, a espaçonave ainda seria capaz de enviar sinais para a Terra, e sinais do destino sempre alcançariam a espaçonave enquanto ela estivesse viajando naquela direção. Esse cenário apresenta seu próprio conjunto de desafios de comunicação, como acumulação de mensagens enviadas na chegada da espaçonave ao destino.

Como resultado desses obstáculos de comunicação, as viagens interestelares seriam jornada solitária. Todas as naves interestelares teriam que operar independentemente, sem a capacidade de receber respostas oportunas da Terra.

Colônias distantes não teriam conhecimento de uma espaçonave lançada em sua direção até pouco antes da chegada da nave. Apesar dos desafios, cientistas continuam estudando as possibilidades e limitações das viagens interestelares.

Em conclusão, as viagens interestelares continuam sendo empreendimento altamente desafiador devido às vastas distâncias, às limitações da velocidade da luz e às complexidades na coordenação das comunicações.