A NASA, no último dia 4, abriu pela primeira vez as câmeras gêmeas da espaçonave Psyche, lançada em 13 de outubro, revelando sua “primeira luz”. Até então, sua viagem pelos cosmos até o asteroide que lhe dá o nome, o 16 Psyche, havia sido feita na escuridão.

A sonda Psyche foi lançada a bordo do SpaceX Falcon Heavy em direção ao 16 Psyche, localizado entre Marte e Júpiter. O interesse pelo asteroide é porque acredita-se que ele seja feito inteiramente de metais, principalmente ferro e níquel, os mesmos elementos do núcleo da Terra.

Por causa disso, o estudo do asteroide permitiria uma investigação indireta da camada mais profunda do nosso planeta, algo que é impossível de ser feito diretamente. A previsão é que a Psyche chegue à rocha em 2029, e forneça essas informações. Até lá, ele irá tirar fotos do caminho a partir das câmeras recentemente abertas.

A imagem divulgada pela NASA é um mosaico de dados brutos, ou seja, o ruído de fundo da imagem, como sinais de luz estranhos, não foi extraído. No entanto, os pesquisadores da agência apontaram que isso deve ser resolvido nos próximos dias.

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Essas imagens iniciais são apenas uma abertura de cortina. Para a equipe que projetou e opera este instrumento sofisticado, a primeira luz é uma emoção.

Jim Bell, líder do instrumento de imagem Psyche, em comunicado

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Detalhes da captura da Psyche

Agora, os pesquisadores por trás da sonda Psyche irão continuar fazendo imagens do cosmos em preparação para quando a espaçonave passar por Marte em 2026 e três anos depois, ao asteroide. 

  • A imagem divulgada pela NASA, na verdade, é uma composição de 68 fotos tiradas pelas câmeras da Psyche;
  • O campo de visão da imagem é de 8 graus de largura, por 3,5 graus de comprimento e mostra a constelação de Peixes;
  • O objetivo é calibrar a sonda para quando ela chegar ao asteroide os pesquisadores possam construir mapas 3D com comprimentos de ondas visíveis e invisíveis que emanam do 16 Psyche;
  • Além do par de câmeras, as “Imager A” e “Imager B”, a sonda conta com um sensor de detecção de nêutrons que irá investigar a composição química do asteroide.