De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan online), o Brasil bateu recorde de mortes por dengue em 2023. Conforme divulgado pela Agência Brasil, foram 1.079 mortes pela doença até quarta-feira (27), quase 30 a mais do que o registrado em 2022, que fechou o ano com 1.053 registros. 

O que você precisa saber: 

  • Conforme o ranking histórico, o maior número de óbitos no período de um ano completo ocorreu em 2022. Em seguida, vem o ano de 2015, com 986 mortes; 
  • Dados apontaram que os casos de dengue também tiveram um aumento: 17,5% em 2023 em relação ao ano passado; 
  • Para o Ministério da Saúde, a situação deve ser ainda pior em 2024 devido à combinação entre calor e chuva intensa, efeitos do El Niño; 
  • Outro agravante é o ressurgimento recente dos sorotipos 3 e 4 do vírus no Brasil; 
  • A Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) alertou que, ante ao cenário, os casos também serão mais graves. 

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Com o recorde de mortes, aumento de casos e previsão preocupante para 2024, o mistério comunicou que cerca de 11,7 mil profissionais de saúde foram capacitados em 2023 para manejo clínico, vigilância e controle de arboviroses, infecções causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos. 

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O Ministério da Saúde vai investir R$ 256 milhões no fortalecimento da vigilância das arboviroses. O momento é de intensificar os esforços e as medidas de prevenção por parte de todos para reduzir a transmissão das doenças. Para evitar o agravamento dos casos, a população deve buscar o serviço de saúde mais próximo ao apresentar os primeiros sintomas. 

Vale lembrar que, recentemente, a pasta incluiu a vacina da dengue no calendário do SUS. A incorporação veio após pesquisas mostrarem que a imunização reduziu a hospitalização em 84%.  

A princípio, no entanto, o imunizante será ofertado aos públicos prioritários e em locais com maior incidência da doença por falta de capacidade de produção em larga escala. As primeiras doses devem ser administradas já entre janeiro e fevereiro de 2024. Saiba mais aqui