Ossos e músculos do corpo humano enfraquecem ao longo do tempo, tanto na Terra quanto no espaço. No planeta, isso ocorre por conta do envelhecimento natural. Já no espaço, as condições das viagens também influenciam. Mas pesquisadores da Universidade da Flórida Central (EUA) e a empresa de biotecnologia Vaxxinity desenvolvem vacinas para prevenir e mitigar esse enfraquecimento.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores da Universidade da Flórida Central e a empresa Vaxxinity desenvolvem vacinas para prevenir o enfraquecimento ósseo e muscular, problema comum tanto na Terra, devido ao envelhecimento, quanto no espaço, devido (também) às condições das viagens;
  • O objetivo da pesquisa é criar vacinas que possam reduzir a perda muscular ou auxiliar na recuperação em situações como lesões e imobilidade. Ensaios clínicos em humanos para essas vacinas estão previstos para começar em 2025;
  • A pesquisa tem importância tanto para a população idosa na Terra quanto para futuros viajantes espaciais. Um estudo recente mostrou que astronautas sofrem perda óssea significativa em voos espaciais de seis meses comparável ao que idosos experimentam em duas décadas na Terra;
  • A pesquisa é crucial para futuras missões espaciais, incluindo o retorno planejado da NASA à Lua em 2025 e missões mais longas, como para Marte;

A pesquisa em medicina espacial visa avaliar os efeitos das imunoterapias da Vaxxinity sobre proteínas que influenciam o crescimento ósseo e muscular. O objetivo é criar uma vacina que possa reduzir a perda muscular ou auxiliar na recuperação em casos de lesão, imobilidade ou viagem espacial, segundo o jornal Miami Herald.

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Vacina para viver no espaço?

(Imagem: Sergey Nivens/Shutterstock)

Os ensaios clínicos em humanos para as vacinas podem começar em 2025, segundo Lou Reese, co-fundador e presidente executivo da Vaxxinity. A Universidade da Flórida Central, com sua tradição de apoio ao programa espacial, vê a pesquisa em medicina espacial como uma maneira de trazer benefícios para a população idosa na Terra e futuros viajantes espaciais.

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Nos Estados Unidos, o envelhecimento da população é uma preocupação crescente, especialmente na Flórida, onde a população idosa é grande. O estado também tem uma economia voltada para o turismo e exploração espacial. O Kennedy Space Center, localizado no estado, atrai mais de 1,5 milhão de visitantes por ano.

Uma vacina que previne ou reduz a deterioração óssea e muscular é crucial para a exploração espacial. Segundo Melanie Coathup, a pesquisa espacial pode abrir novas oportunidades para soluções inovadoras e superar barreiras à exploração espacial profunda, como viagens a Marte.

Astronautas atualmente se exercitam duas horas por dia para combater a deterioração óssea e muscular no espaço. Um estudo de 2022 descobriu que astronautas sofrem perda óssea significativa em voos espaciais de seis meses, semelhante ao que idosos experimentam em duas décadas na Terra, segundo pesquisa publicada no periódico Scientific Reports.

Futuro da exploração espacial

(Imagem: NASA)

A NASA planeja enviar astronautas de volta à Lua em 2025, e missões espaciais mais longas, como para Marte, exigirão soluções para reduzir a deterioração óssea e muscular. Michal Masternak enfatiza a importância de desenvolver descobertas que beneficiem tanto astronautas quanto pessoas na Terra.

Masternak destaca que estudar o corpo humano em ambientes extremos, como o espaço, pode trazer respostas rápidas para problemas enfrentados na Terra. A pesquisa conjunta entre a Vaxxinity e a Universidade da Flórida Central busca compreender e resolver esses desafios.

Lou Reese, da Vaxxinity, afirma que a empresa visa ajudar a humanidade a se preparar para o futuro ao desenvolver soluções para viagens espaciais e envelhecimento saudável. O apoio do Estado da Flórida à pesquisa reflete um compromisso com soluções inovadoras para viagens espaciais e doenças relacionadas à idade.