Apple libera lojas de aplicativos alternativas no iOS — mas apenas na UE

Seguindo as regras da Lei de Mercados Digitais da União Europeia, a Apple permitirá distribuição de apps por outras lojas a partir de março
Google Play App Store
Imagem: Koshiro K/Shutterstock

A Apple anunciou algumas alterações no seu sistema operacional para se adequar à Lei de Mercados Digitais da União Europeia (DMA). A principal delas é a liberação de downloads de outras lojas de aplicativos no iOS — mas apenas no território da UE.

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O que você precisa saber:

  • As mudanças, previstas para serem implementadas a partir de março, permitirão que os usuários dos 27 países da UE e de dispositivos com iOS 17.4 possam instalar uma loja de aplicativo de terceiros.
  • Como lembra o The Verge, as lojas ainda passarão por um processo de aprovação da Apple antes de serem liberadas nos dispositivos da empresa.
  • Após a instalação, o usuário deverá conceder a permissão para que a loja de aplicativo realize downloads no dispositivo.
  • Também será possível definir que uma loja de terceiros seja utilizada como padrão no aparelho da Apple.

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A alteração também resultará numa mudança para os desenvolvedores, que poderão optar se desejam usar o serviço de pagamento e compras da Apple ou se preferem usar um sistema de terceiros — sem pagar uma taxa adicional.

Aplicativos que tiverem mais de um milhão de instalações anuais na União Europeia terão que pagar uma taxa de tecnologia básica de 0,50 euros (R$2,67, na cotação atual) por usuário. A big tech estima que menos de 1% dos desenvolvedores terão que pagar essa taxa.

Por outro lado, haverá uma redução da comissão paga à Apple para 17% ou 10%. Vale lembrar que essa comissão já chegou a 30%.

Apple gerenciará riscos promovidos pelas mudanças

Em comunicado, a Apple ressalta que ficará atenta na distribuição de apps por lojas terceiras. Por isso, adotará medidas para garantir a segurança dos usuários e riscos aos usuários de seus dispositivos, como:

  • Revisão dos aplicativos por humanos e verificações automatizadas;
  • Reconhecimento das empresas fornecedoras de aplicativos para obter descrições de suas aplicações, funcionalidades, capturas de tela e mais;
  • Autorização para desenvolvedores, garantindo que eles se comprometam com os requisitos contínuos de proteção dos usuários;
  • Proteção adicional contra malware para impedir a inicialização de apps que forem detectados com algum tipo de ameaça.
William Schendes
William Schendes

Jornalista em formação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Mesmo com alguns assuntos negativos, gosta ficar atualizado e noticiar sobre diferentes temas da tecnologia.

Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio

Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.

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