Conhecidos por serem os gigantes do Sistema Solar, os planetas gasosos são colossos da natureza. Com massas que ultrapassam em muitas dezenas de vezes a do nosso planeta Terra, esses titãs celestiais são nomeados em homenagem aos principais deuses do Olimpo. Vamos conhecer quais são os planetas gasosos do nosso sistema solar?

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A formação dos planetas gasosos do Sistema Solar é um processo intrincado que remonta aos estágios iniciais do universo, particularmente após o evento conhecido como The Big Bang, cerca de 13,8 bilhões de anos atrás.

Durante esse período inicial, grandes nuvens de partículas de poeira e gases começaram a se agrupar e colidir no vasto espaço cósmico. Essas colisões, ao serem suficientemente suaves, levaram à fusão das partículas, desencadeando um processo de aglutinação que eventualmente culminaria na formação dos planetas gasosos.

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Esse processo de aglutinação e acumulação de material gasoso ao longo de milhões de anos resultou na criação desses notáveis gigantes gasosos, cada um exibindo características distintas em termos de tamanho, densidade e composição atmosférica.

1 – Júpiter: O Maioral

Imagem: Vitória Lopes Gomez (gerada com IA)/Olhar Digital

O maior entre todos os planetas do Sistema Solar, Júpiter ostenta o título de gigante gasoso supremo. Sua imensa esfera gasosa abriga uma massa duas vezes maior que a soma de todos os outros planetas do Sistema Solar. Além de sua grandiosidade, Júpiter é reconhecido por ser um verdadeiro sistema lunar, com mais de setenta satélites naturais já descobertos. Destacam-se entre eles as luas Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

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2 – Saturno: O Senhor dos Anéis

Cientistas confirmam presença de fósforo na lua Encélado, de Saturno. Crédito: Dotted Yeti – Shutterstock

Saturno, por sua vez, é distingue-se por seus múltiplos e enormes anéis brilhantes – compostos por gelo, poeira e material rochoso. Acredita-se que essas estruturas impressionantes foram se formando a partir de fragmentos de luas e asteroides. A densidade reduzida de Saturno é tão notável que, teoricamente, ele poderia flutuar em um oceano gigante.

3 – Urano: O “diferentão”

Crédito: Sebastian_Photography – Shutterstock

Com sua tonalidade azul-esverdeada, Urano destaca-se como o terceiro maior planeta gasoso. Sua atmosfera, predominantemente composta por hidrogênio e hélio, exibe uma possível presença de metano, conferindo-lhe sua coloração característica.

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Urano apresenta uma rotação extremamente inclinada em torno de seu eixo, sendo o único planeta a rotacionar “deitado” no sistema solar. Além disso, Urano leva aproximadamente 17 horas para completar uma rotação completa.

Com uma translação que se estende por 84 anos terrestres, acredita-se que seu núcleo seja rochoso e gelado, resultando em temperaturas médias extremamente baixas, atingindo 216 graus abaixo de zero.

4 – Netuno: O mais frio de todos

Imagem: NASA images – Shutterstock

Nomeado em homenagem ao deus dos mares, Netuno recebeu seu nome devido a sua intensa coloração azul, semelhante à do oceano. Quarto maior dos planetas gasosos em dimensões, Netuno ainda é mais denso que Urano, possuindo 17 vezes a massa da Terra. Uma única órbita completa de Netuno equivale a 165 anos terrestres.

Com seis anéis distintos e 13 luas, sua atmosfera rica em metano contribui para sua tonalidade característica. Como os demais planetas gasosos, Netuno não possui uma superfície sólida, sendo composto principalmente por gases. A temperatura no planeta tem uma média de -200°C. Com isso, suspeita-se que o seu núcleo seja rochoso e gelado.

Conclusão

Os planetas gasosos do nosso Sistema Solar também são bastante importantes para a vida no nosso planeta. Graças às suas gravidades fortíssimas, os planetas gasosos protegem a terra do impacto de grandes asteroides que poderiam varrer a vida do nosso pequeno planeta azul.