24 de janeiro de 1984. Um Steve Jobs jovem veste um elegante terno preto com camisa branca. O rosto é de menino ainda, com uma vasta cabeleira. Ele está claramente feliz. Não era para menos: apresentava ao mundo, nesse dia, sua última invenção: um Macintoshi.

A empresa de Steve Jobs já havia lançado outros dois computadores anos antes, chamados Apple 1 e Apple 2, mas nenhum tinha grande apelo – nem de mídia nem de público nem do setor especializado.

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Foi nesse contexto que surgiu o primeiro Mac (abreviação de Macintoshi). Ele queria concorrer contra os PCs da IBM, que à época lideravam o mercado.

Não conseguiu, é verdade. Ficou longe de ser um sucesso de vendas, mas virou um ícone da indústria e revolucionou o setor.

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O Macintoshi tinha mouse, teclado e uma interface gráfica em preto e branco, a primeira versão do Mac OS. E tinha Jobs. O vídeo acima deixa claro o quanto ele era um showman – e que planejava muito bem suas apresentações! Imagine você em 1984 e, de repente, uma máquina com tela começa a falar! Chamou muito a atenção; coisa de gênio mesmo.

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Uma breve linha do tempo

  • Esse primeiro Mac de 1984 custava o olho da cara! Sim, a Apple, desde sempre, apresentou produtos de muita qualidade, mas com preços salgados.
  • O Mac original custava US$ 2.495 (o equivalente a mais de US$ 7.300 hoje). Fazendo a conversão, fica em torno de R$ 36.500!!!
  • Depois de umas pequenas atualizações nos anos seguintes, o novo rumo do Mac foi marcado pelo Macintosh 2, de 1987.
  • No final da década, surgiram os modelos Portable, o primeiro totalmente a bateria e com tela LCD, e o Classic, uma releitura do original, mas com toques de modernidade.
  • Aqui a Apple passou algum apuro, já que o Windows começava a crescer muito – talvez alcançando o ápice no histórico Windows 95 (que muita gente que já passou dos 35, 40 teve).
  • Precisando arriscar, a Apple resolveu adotar um novo processador: o PowerPC, fruto de uma parceria da IBM com a Motorola e a própria empresa de Jobs.
  • Os primeiros Macs com PowerPC foram apresentados em março de 1994.
  • Nesse meio tempo, Steve Jobs se afastou da companhia e voltou em 1997.
  • O modelo que marca esse período de transição é o PowerMac G3, de 1998.
  • Em 2000, veio o Power Mac G4 Cube, que é considerado um dos piores produtos da história da Apple – era um cubão bem feio mesmo.
  • O sucessor dele foi o Power Mac G5, já retangular e o primeiro desktop de 64 bits da Apple, muito poderoso em desempenho e processamento gráfico.
  • Em 2005, a Apple trocou a IBM para processadores Intel e um ano depois, em 2006, vieram vários lançamentos.
  • Talvez essa época marque o aparecimento dos Macs como os conhecemos hoje: máquinas potentes e com design belíssimo.
  • Foi aí que nasceu o primeiro Mac Pro, que existe até hoje – com atualizações, é claro; o primeiro MacBook, o notebook da Apple; e o primeiro MacBook Pro, mais potente e premium que o anterior.
  • De lá para cá tivemos atualizações importantes, mas os nomes e conceitos seguiram os mesmos.

O futuro do Mac – ainda tem lenha para queimar?

Essa linha do tempo faz referência apenas ao Macintoshi, o produto mais longevo da Apple.

Agora, não é segredo para ninguém que as principais receitas da empresa não vêm dos seus PCs (computadores pessoais). Desde 2001, quando lançou o iPod, a companhia passou a olhar com mais carinho para outros produtos.

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Do iPad ao iPhone, já pensando no próximo grande lançamento, o Vision Pro, a Apple depende cada vez menos dos Macs, mas, acredite, não pensa em abrir mão deles.

Segundo informa o site The Verge, a companhia vai divulgar os resultados financeiros de 2023 na semana que vem e as vendas do Mac devem estar entre as melhores já registradas em toda a história do produto.

Ok, um dia imediatamente depois a Apple vai lançar o Vision Pro, mas o Mac ainda vai ter o seu momento de glória.

O jornalista americano Jason Snell faz um relato interessante sobre a importância do Mac pra Apple.

Há vinte anos, no 20º aniversário do Mac, ele perguntou a Steve Jobs se o produto ainda seria relevante para a Apple na era do iPod. A resposta foi direta: “é claro”.

Dez anos depois, no 30º aniversário do Mac, a conversa foi com o executivo da Apple, Phil Schiller, que seguiu na mesma linha: “Nossa opinião é que o Mac continue funcionando para sempre”, disse ele.

Neste ano, no 40º aniversário, o papo foi com Greg Joswiak, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple. A resposta dele foi essa aqui:

“O Mac é a base da Apple… e hoje, 40 anos depois, continua a ser uma parte crítica do nosso negócio. Além disso, administramos a Apple, uma das maiores empresas do mundo, usando… Macs.”

O argumento parece irrefutável. O Mac deve mesmo ser eterno.

As informações são do The Verge.