A demanda por carros elétricos cresce a cada ano. É verdade que o mercado ainda engatinha no Brasil, mas os chamados EVs já são realidade em alguns países. Além disso, estamos falando do futuro. Veículos movidos a combustíveis fósseis não deverão mais existir em algumas décadas.

Quando o assunto são os elétricos, normalmente pensamos em carros de passeio. Sedans, hatches ou SUVs. Mas não podemos nos esquecer que o universo automobilístico engloba outros tipos de veículos.

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Os caminhões, por exemplo, que ganham ainda mais importância nos países que dependem do transporte rodoviário – como é o caso do Brasil, onde a malha ferroviária é pequena.

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Nos Estados Unidos, já existe um movimento de cobrança às principais montadoras para que entreguem mais caminhões elétricos ou pelo menos híbridos no mercado. Por lá, são mais de quatro milhões de veículos eléctricos nas estradas, mas menos de mil deles são caminhões pesados.

Diante dessa pressão, as três maiores fabricantes americanas do setor estão se organizando para anunciar um plano para resolver esse déficit e dar início de vez a uma transição energética.

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As marcas, porém, querem uma contrapartida – e mais estrutura e apoio do governo.

Cadê os carregadores?

  • As fabricantes citadas são: Daimler Truck, proprietária da Freightliner; Navistar, controlada pela Volkswagen; e o Volvo Group North America.
  • As três concordaram que faltam caminhões elétricos no mercado, mas levantaram uma questão pertinente: se estão querendo mais veículos movidos a bateria, é preciso ter uma rede maior de carregadores.
  • Segundo dados do Departamento de Energia dos EUA, apenas nove estações de recarga rápida são capazes de atender caminhões pesados no país.
  • O problema atinge também os veículos menores.
  • O Olhar Digital trouxe nos últimos dias relatos de motoristas em Nova York que estavam enfrentando horas de fila para carregar os seus carros.
  • A questão fica ainda mais grave quando falamos de caminhões: por precisarem de mais energia para se moverem, as baterias deverão ser mais potentes, demandando, portanto, carregadores mais potentes também.

Uma associação de fabricantes

Diante desses problemas, as 3 fabricantes decidiram formar uma associação para promover justamente os carregadores, melhorias na rede elétrica e outras medidas que consideram necessárias para a transição energética.

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As companhias também querem mais engajamento dos governantes americanos: reclamam que têm recebido menos atenção dos governos federal e estaduais do que os fabricantes de automóveis pequenos.

Argumentam que existe dinheiro, mas que eles não viram a cor ainda. Acrescentam que os caminhões com emissões zero são duas ou três vezes mais caros do que os camiões tradicionais – e que vão precisar de incentivo para a produção inicial, uma vez que a demanda será baixa num primeiro momento.

A expectativa é que os veículos saiam custando centenas de milhares de dólares, embora se espere que os preços caiam à medida que as empresas aumentem a produção.

A nova organização, que deve ser lançada na próxima terça-feira (6), será chamada de Powering America’s Commercial Transportation. O grupo terá sede em Washington e também estará aberto a fornecedores, organizações sem fins lucrativos e outras empresas.

As informações são do jornal The New York Times.