A Apple se tornou a empresa líder de smartphones na China pela primeira vez, com participação de mercado recorde de 17,3% em 2023. No entanto, analistas projetam um 2024 difícil para a empresa dentro do território chinês. Isso se dá em função da forte concorrência da Samsung e da Huawei.

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Apple enfrentará forte concorrência

De acordo com analistas, o avanço da inteligência artificial pode prejudicar as vendas de produtos da Apple. Isso porque a concorrência do Galaxy S24, da Samsung, alimentado por recursos de IA é forte. Além disso, um novo modelo da Huawei com um chip fabricado na própria China pode impactar os resultados do iPhone no mercado chinês.

Outro problema é a questão regulatória, com Pequim sinalizado que os smartphones da Apple estão entrando em desuso nos escritórios do governo do país.

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As remessas de IPhone para a China caíram 2% no trimestre de dezembro, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado IDC, e analistas disseram que os telefones Android estão retomando o espaço, impulsionados pela popularidade da Huawei.

O iPhone enfrenta desafios estruturais que levarão a um declínio significativo nas remessas em 2024, incluindo o surgimento de um novo paradigma no design de telefones celulares de ponta e o declínio contínuo nas remessas no mercado chinês.

Ming-Chi Kuo, analista da TF International Securities
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Vendas do iPhone devem cair em 2024 na China (Imagem: mokjc/Shutterstock)

Previsões para 2024

  • O ponto mais positivo nos resultados da Apple provavelmente será seu segmento de serviços, que inclui receitas da App Store, Apple TV e Apple Music.
  • A receita do setor cresceu 12,5% no último trimestre do ano passado, de acordo com dados da LSEG.
  • No entanto, a nova lei que obriga a Apple a abrir seus serviços e plataformas para outras empresas e desenvolvedores deve impactar os resultados no ano que vem.
  • Além disso, analistas preveem que as vendas do iPhone cairão 3% em 2024.
  • Já a grande aposta da empresa, o Vision Pro da Apple, não deve gerar um grande impulso nas receitas da companhia.
  • As informações são da Reuters.