A NASA está pronta para dar início a uma missão que irá analisar a saúde da Terra. O satélite Pace será colocado em órbita a cerca de 677 quilômetros do nosso planeta, mais distante que a Estação Espacial Internacional (ISS), e fará uma varredura dos oceanos e da atmosfera.

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O satélite será lançado de um foguete Falcon 9, da SpaceX, a partir do Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos, na madrugada desta quarta-feira (7), às 3h33min pelo horário de Brasília.. A missão é considerada revolucionária porque irá fornecer detalhes das microalgas (fitoplânctons) do oceano que nunca foram analisadas antes.

Segundo a oceanógrafa da NASA, Violeta Sanjuan, esses organismos representam apenas 1% da massa vegetal total do planeta (incluindo terrestre). Mesmo assim, geram de 50% a 60% do oxigênio disponível na Terra.

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Isso significa que os fitoplânctons são muito mais eficientes na captura de dióxido de carbono e na liberação de oxigênio do que as plantas terrestres. Por isso, além de serem a base da cadeia alimentar e a origem da vida, eles também têm enorme importância no combate às mudanças climáticas.

Outro ponto fundamental apontado pelos cientistas é que o oceano representa 70% da superfície terrestre, mas apenas cerca de 5% desta extensão já foi estudada. O trabalho é considerado fundamental, uma vez que vai coletar informação sobre como os nossos oceanos se comportam, de como é a atmosfera e como ambos interagem e regulam o nosso clima.

Satélite irá monitorar os oceanos e a atmosfera do nosso planeta (Imagem: Pexels)

Missão da NASA

  • A missão Pace tem um custo de 946 milhões de dólares (quase R$ 4,7 bilhões) e vai se juntar a uma frota de vinte satélites que monitorizam diversos parâmetros da Terra.
  • O satélite é composto por três instrumentos.
  • Um deles é um sensor que pode identificar até 256 cores no oceano (ferramentas anteriores conseguiam diferenciar menos de dez tonalidades).
  • A importância de determinar tantas cores deve-se ao fato de que a tonalidade do fitoplâncton varia de acordo com a sua espécie.
  • Segundo a NASA, o satélite terá combustível para dez anos, embora oficialmente a missão dure três anos.
  • O equipamento voará numa órbita que se move com a Terra.
  • Por isso, poderá haver certas regiões do planeta que serão estudados durante dois dias, o que ajuda a observar as mudanças nos oceanos e a estudar a evolução das espécies de fitoplâncton.
  • As informações são da Agência Brasil.