O YouTube revelou que pagou mais de US$ 70 bilhões para criadores de conteúdos e artistas nos últimos três anos. A decisão da plataforma de divulgar os dados vem em meio à crescente competição não só com outras redes sociais de vídeo, como o TikTok, mas também com streamings. Agora, as empresas começaram a valorizar a criação de conteúdo e seu potencial de atrair audiência, e procuram manter a lealdade dos usuários.

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Criação de conteúdo no YouTube

O CEO do YouTube, Neal Mohan, enviou um e-mail aos criadores de conteúdo da plataforma reiterando seu comprometimento com a modalidade e com a lealdade dos criadores e da audiência.

Segundo o The Washington Post, isso aconteceu poucos dias depois do TikTok pedir aos criadores que começassem a fazer vídeos mais longos e na horizontal. Os que fizessem, seriam recompensados com recomendações do algoritmo.

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A atitude do YouTube mostrou que a companhia está tentando fidelizar seus criadores não só diante da competição de outras plataformas de vídeo, como a rival da ByteDance, mas também com plataformas de mídia mais tradicional, como os streamings. No ano passado, por exemplo, o TikTok teve um competição no Festival de Cannes dedicada a jovens cineastas.

Ainda, dados do Insider Intelligence mostraram que a audiência da rival está passando quase o mesmo tempo no app do que na Netflix.

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Imagem: PixieMe/Shutterstock

Plataformas de vídeo vs. streamings e TV

Tanto o YouTube quanto o TikTok mostram que estão interessados em conteúdos mais longos. Isso não tem a ver só com competir com a Netflix e outros streamings, mas também manter usuários por mais tempo na plataforma e viabilizar mais anúncios.

Para isso, estão tentando fidelizar seus criadores. Um criador do YouTube chamado Sidemen, por exemplo, já deixou a rede social para participar de seu próprio documentário na Netflix. MrBeast, outro youtuber notável, supostamente tem um acordo para fazer o mesmo com um reality show do Amazon Prime Video.

Segundo Mohan, ao mesmo tempo, as pessoas estão assistindo a vídeos no YouTube da mesma forma que, antes, se sentavam para assistir televisão. São mais de 1 bilhão de horas de conteúdo da plataforma assistidos diariamente ao redor do mundo.

Ainda, o CEO disse que mais pessoas estão assistindo o Shorts na TV — e são mais de 70 bilhões de visualizações diárias.

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(Imagem: JRdes / Shutterstock)

O que o YouTube está fazendo

  • Tudo isso está fazendo as plataformas reconsiderarem suas prioridades e avançar no caminho da produção de conteúdo — afinal, é aí que mora o dinheiro.
  • O TikTok anunciou vantagens para quem aderir a essa nova prioridade. O Olhar Digital reportou aqui.
  • Já o YouTube anunciou que planeja expandir as opções para criadores de conteúdo monetizarem suas publicações, incluindo opções de compra.
  • Além disso, comunicou que vai criar filiações para apoiá-los. Segundo Mohan, o número de criadores participantes dessa modalidade aumentou mais de 50% no ano passado.
  • Desde o ano passado, a rede social também fala sobre planos de investir em recursos de inteligência artificial, que permitem usar planos de fundo e músicas artificiais para aumentar a criatividade e praticidade nos conteúdos.
  • Por último, Mohan prometeu que o YouTube começará a estudar o impacto que os criadores de conteúdo têm na economia, para receberem o devido reconhecimento do governo e das políticas públicas como um trabalho em tempo integral.