As autoridades da França divulgaram nesta quinta-feira (8) um dado alarmante. Mais de cinco mil pessoas morreram no país devido ao calor apenas no verão de 2023. O período foi marcado por temperaturas extremas que se estenderam por mais tempo do que o normal.

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De acordo com a Santé Publique France, a agência de saúde francesa, três em cada 10 mortes registradas durante o verão do ano passado podem ser atribuídas ao calor. No total, isso representa 5.167 óbitos no país.

O verão de 2023 foi o quarto mais quente na França desde que os registros começaram em 1900 e teve quatro ondas de calor. Cerca de 1.500 das cinco mil mortes ocorreram nesses períodos, e cerca de 3.700 das vítimas tinham mais de 75 anos.

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Dados da Santé Publique France ainda apontam um dos níveis mais elevados de mortalidade relacionada com o calor extremo. Em 2022, ocorreram 7 mil mortes e, em 2003, foram cerca de 15 mil durante todo o ano.

Este cenário é mais um alerta sobre os efeitos do aquecimento global no planeta. No ano passado, por exemplo, a última onda de calor foi registrada na França em setembro, cerca de dez dias antes da chegada do outono por lá. Isso indica que as altas temperaturas se mantiveram por muito mais tempo do que o normal.

Os especialistas lembram que o calor fora de época também pode ser explicado pela atuação do El Niño, fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. As informações são do UOL.

Onda de calor na Europa durou mais do que o normal (Imagem: MarcOliver_Artworks/Shutterstock)

Calor sem precedentes: 2023 foi o ano mais quente da história

  • Desde junho do ano passado, os cientistas têm registrado quebras de recorde de calor.
  • Por isso, os pesquisadores do observatório europeu já confirmaram que 2023 foi o mais quente da história do nosso planeta.
  • Segundo eles, primeiro foi registrado o mês de junho mais quente da história, no ano passado.
  • Depois, a marca foi quebrada em julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro.
  • A previsão, no entanto, é que essa onda de calor extremo continue e 2024 possa superar as marcas do ano passado.